Terremotos na Venezuela: número de mortos sobe para 3.535 e 16.740 feridos
Mais de 17 mil pessoas estão desabrigadas após tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 atingirem o país; corpos são enterrados sem identificação

O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 3.535, de acordo com o último balanço divulgado, nesta segunda-feira (6), pelas autoridades do país. A tragédia ainda deixou 16.740 feridos e 17.845 desabrigados.
O balanço anterior, divulgado nesse domingo (5), havia registrado 3.342 mortos. Dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a Região Norte da Venezuela, em sequência, na noite do dia 24 de junho. Os tremores foram os mais fortes registrados no pais em mais de 100 anos. Os locais mais atingidos estão localizados no litoral da Venezuela, sendo La Guaira a cidade que mais sofreu com a tragédia.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, publicou, nas redes sociais, dados atualizados do desastre:
- 6.462 pessoas foram resgatadas;
- 86.794 famílias foram atendidas;
- 17.854 pessoas estão desalojadas;
- 190 edifícios desmoronaram;
- 856 construções foram afetadas.
Uma plataforma criada por populares indica que cerca de 30 mil pessoas continuam desaparecidas. Entretanto, os números não foram confirmados pelo governo.
Corpos enterrados sem identificação
Foi divulgado, nesse domingo (5), que mais de 150 corpos de vítimas dos terremotos foram enterrados, sem identificação, em uma longa fileira de valas individuais em um cemitério da Venezuela.
Em La Guaira, um grupo de homens trabalhou com máquinas retroescavadeiras para abrir valas em uma área isolada no Cemitério La Esperanza.
Eli Zavala, morador da região, contou à AFP que os locais dos enterros "estão numerados por parcelas e também pelo código" definido para que os corpos não identificados sejam localizados pelos familiares.
As autoridades também fotografaram cada um dos cadáveres antes do sepultamento. Cada enterro é marcado por um pequeno buquê de flores aos pés de uma austera cruz branca, com uma placa com a inscrição "Identificação especial" e a data do falecimento, 24 de junho de 2026.

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



