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Trump enfrenta eleição decisiva nos EUA que pode limitar poder do presidente no Congresso

A votação renova parte do Congresso americano e pode dar aos democratas maioria para poder fiscalizar o governo e dificultar os projetos de Donald Trump

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População dos Estados Unidos vai às urnas em 3 de novembro para as Eleições de Meio de Mandato (Midterms)
População dos Estados Unidos vai às urnas em 3 de novembro para as Eleições de Meio de Mandato (Midterms) • Austin Johnson / AFP

Cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher os novos integrantes da Câmara dos Representantes e parte do Senado. A votação de meio de mandato é considerada decisiva para o presidente Donald Trump, já que os democratas podem conquistar a maioria no Congresso e limitar o avanço das propostas do governo.

Serão disputadas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os eleitores também escolherão governadores em 36 dos 50 estados americanos.

Atualmente, os republicanos possuem maioria nas duas Casas legislativas, o que facilita a aprovação das medidas defendidas por Trump. Caso os democratas conquistem uma ou ambas as Casas, poderão ampliar a fiscalização sobre o governo, abrir investigações e dificultar a tramitação de projetos da Casa Branca.

Pesquisas de opinião apontam vantagem dos democratas na disputa. Entre os fatores que pesam contra o governo estão o aumento do custo de vida e a alta dos combustíveis, associada aos impactos da guerra iniciada por Trump contra o Irã.

A desaprovação do presidente americano chegou a 61%, enquanto a aprovação ficou em 36%, segundo média de pesquisas calculada pelo jornal The New York Times.

Diante do cenário, Trump intensificou a campanha em favor dos candidatos republicanos e chegou a prometer um pagamento de US$ 5 mil a cada adulto americano caso o partido mantenha o controle da Câmara e do Senado.

Possíveis impactos para o Brasil

O resultado também pode ter reflexos nas relações entre Estados Unidos e Brasil. Parlamentares democratas têm cobrado explicações da Casa Branca sobre possíveis interferências do governo Trump em assuntos brasileiros, incluindo medidas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à família Bolsonaro.

Segundo o diretor-executivo da Brazil Office Alliance, Paulo Abraão, uma eventual mudança no comando do Congresso americano poderia transformar essas cobranças em investigações com maior capacidade de exigir documentos e respostas do governo.

O especialista ressalta, porém, que uma vitória democrata não significaria controle sobre a política externa americana, já que o presidente mantém ampla margem de atuação nessa área.

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