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Trump sofre derrota na Justiça após tentar barrar resultado de eleição no Alasca

A ação questionava possíveis votos destinados a um candidato com o mesmo nome do senador republicano Dan Sullivan, que disputa a reeleição no Alasca

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Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump, presidente dos EUA • AFP

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou neste domingo (1º) uma ação apresentada pelo governo de Donald Trump para investigar uma possível confusão de votos na eleição para o Senado no Alasca. O processo buscava impedir que o estado certificasse o resultado caso votos destinados a um candidato com o mesmo nome do senador republicano Dan Sullivan pudessem alterar o desfecho da disputa.

Aliado de Trump, Sullivan tenta a reeleição e enfrenta a democrata Mary Peltola, ex-deputada federal, em uma das disputas acompanhadas de perto no país. A eleição, marcada para terça-feira (3), ocorre em meio à disputa pelo controle do Senado americano.

A preocupação do governo Trump envolve a presença de outro candidato chamado Dan J. Sullivan na cédula eleitoral. O professor aposentado, que fez pouca campanha, poderia, na avaliação do presidente, receber votos de eleitores que pretendiam escolher o senador republicano.

A ação foi apresentada a menos de duas semanas da eleição, quando a votação antecipada já estava em andamento. O governo pediu uma investigação para verificar se os votos destinados ao professor teriam sido, na verdade, uma tentativa de votar no atual senador.

O estado do Alasca contestou o pedido e argumentou que não seria possível identificar a intenção dos eleitores sem comprometer o sigilo do voto.

Na decisão, a juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, considerou inviável atender à solicitação, principalmente porque milhares de eleitores já haviam registrado seus votos.

"De forma mais fundamental, os Estados Unidos não apresentam um plano viável de como pretendem separar as cédulas registradas para Daniel J. Sullivan no dia da eleição e, em seguida, conduzir uma 'investigação' não especificada, determinada pelo tribunal, dessas cédulas, de um modo que preserve o sigilo do voto", escreveu a magistrada.

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