Após atraso na saída do voo, o presidente Donald Trump desembarcou em Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, com discurso previsto para as 10h30 (horário de Brasília).
O evento está na 56ª edição e tem como tema “Um Espírito de Diálogo”, em face das recentes conturbações da ordem mundial que houve, principalmente por movimentações de Trump, como a operação militar americana em Caracas e as ameaças de anexação da Groenlândia.
“Vou para um lugar lindo na Suíça, onde tenho certeza de que me esperam com entusiasmo”, disse o presidente americano durante uma coletiva de imprensa antes de partir para Davos. Quando perguntado até onde iria por uma anexação do território dinamarquês, ele respondeu: “Vocês verão”.
O representante dos Estados Unidos já foi tema de debate no fórum durante essa terça-feira (20) após o discurso do presidente francês Emmanuel Macron. Na ocasião, Macron denunciou a “concorrência dos EUA” com uma política comercial que “exige concessões máximas e visa abertamente enfraquecer e subordinar a Europa”. Trump também ameaçou taxar produtos franceses caso o país não aceitasse o convite para o “Conselho da Paz” criado por ele.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manteve o alerta nesta quarta-feira (21) e afirmou que o continente deve romper com a “prudência tradicional” em um mundo dominado pela “força bruta”. Em um tom mais conciliatório, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que não poupa elogios a Trump, recomendou uma “diplomacia ponderada” como “a única maneira de lidar” com “as tensões” em torno do futuro da Groenlândia.
Enquanto se aguarda um discurso do presidente dos EUA, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, aconselhou a todos a “respirar fundo” e evitar qualquer “ressentimento” em relação a Trump.
Ameaças à Groenlândia
Donald Trump publicou nessa terça-feira (20) no Truth Social, rede social administrada pelo grupo de empresas do presidente, uma montagem feita com inteligência artificial em que a bandeira dos EUA está fincada na Groenlândia, como forma de mostrar uma suposta dominação americana no território dinamarquês.
Uma outra publicação mostra uma parte do mapa-múndi com alguns países marcados com a bandeira americana, no caso, o Canadá, a Venezuela e a Groenlândia. As ameaças de anexação voltaram a tomar força depois da operação militar dos EUA em Caracas que levou à captura e prisão de Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores.
(Sob supervisão de Alex Araújo)