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Trump ameaça 'destruir o resto' do Irã durante coletiva em Washington

Donald Trump ameaçou uma "destruição" do Irã durante coletiva de imprensa, enquanto discussões sobre o programa nuclear e potenciais acordos se intensificam, com propostas iranianas sendo analisadas

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Reprodução / Casa Branca.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (5) que talvez precise "destruir o resto" do Irã. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no Salão Oval, em Washington, onde o presidente americano disse que uma decisão sobre os próximos passos dos EUA na região será anunciada em breve.

"Acho que eles levarão 25 anos para reconstruir o país. Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível. Mas talvez eu tenha que fazer isso. Vocês saberão em breve", afirmou Trump, ao ser questionado sobre o futuro do programa nuclear iraniano.

O presidente dos EUA também declarou que o Irã jamais terá uma arma nuclear e que "eles não estão fazendo nada sem a nossa aprovação".

Trump mencionou ainda que os Estados Unidos estão na região há sete meses e já controlaram tudo o que pretendiam. Para o presidente, os objetivos dos EUA no Irã estão quase concluídos, embora tenha repetido a ameaça de que a infraestrutura iraniana poderia ser destruída. Em outras ocasiões, o chefe de estado americano a infraestrutura do Irã pode ser destruída em uma hora, disse Trump.

Ainda nesta quinta-feira (5), o Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta sobre a questão nuclear por meio do Catar. A proposta, no entanto, só será discutida após Washington atender a sete exigências de Teerã, conforme informou uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters, sob condição de anonimato. Os EUA estipularam prazo para proposta do Irã em outras ocasiões, e a atual negociação entre os países está paralisada, segundo fontes iranianas.

Mediadores têm intensificado os esforços para encerrar a guerra entre o Irã e os Estados Unidos, em meio a temores de que o conflito possa ser retomado após as eleições de meio de mandato nos EUA. Na terça-feira (3), Trump não descartou o reinício das operações de combate após a votação, enquanto o Irã planeja represálias mais amplas caso a guerra volte a ocorrer. O Irã e os EUA negociam acordo nuclear em um cenário de alta tensão e constantes trocas de ameaças.

No fim de setembro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que não houve "mudança alguma nas posições" do país, contradizendo uma autoridade americana que havia dito à CNN que Teerã indicara alguma flexibilidade em relação às questões nucleares. Araghchi reiterou à emissora estatal IRIB que não houve "mudança alguma nas posições do Irã". O país rejeita interesse em desenvolver bomba atômica, mas não abre mão de enriquecer urânio, uma das principais causas de divergência com os EUA.

Grande parte da divergência entre os Estados Unidos e o Irã gira em torno da insistência do Irã em enriquecer urânio em seu próprio território. O urânio é um combustível usado em usinas nucleares, mas, quando enriquecido a níveis muito altos, pode ser usado para fabricar armas nucleares. O Irã argumenta que tem o direito de desenvolver energia nuclear para fins pacíficos, incluindo o enriquecimento, e que não deve ser discriminado ou privado da tecnologia que outras nações possuem.

Os Estados Unidos reconhecem o direito do Irã à energia nuclear civil, mas não confiam nas garantias de Teerã de que seu programa de enriquecimento permanecerá pacífico. O presidente Trump já afirmou que eventual acordo com o Irã será o oposto do pacto de Obama. Em outras ocasiões, Trump descartou uso de armas nucleares contra o Irã, mas endureceu o discurso militar.

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