Itatiaia

Tragédia no Nepal: sobe para 6.150 número de desaparecidos; mortos já são mais de mil

Quatro semanas após rompimento de geleira, novo balanço acrescentou quase mil desaparecidos a contagem de vítimas

Por e 
Casas ficam parcialmente submersas em meio à água barrenta às margens de um rio após uma enchente repentina em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026 • Foto por PRABIN RANABHAT / AFP

Um novo balanço da gestão de desastres do Nepal informou, nesta quarta-feira (16), que o número de pessoas desaparecidas devido ao rompimento de uma geleira no país subiu para 6.150. Os dados acrescentam quase mil desaparecidos a mais do quantitativo divulgado no dia anterior, terça-feira (15), onde estavam listadas 5.179 pessoas. 

"Estamos coletando informações sobre as pessoas desaparecidas junto aos escritórios distritais e revisamos os dados após a verificação", declarou à AFP a porta-voz da autoridade de desastres, Shanti Mahat.

Além do Nepal, a tragédia também afetou parte do território chinês, na divisa entre os dois países. Na China, até o momento, as autoridades informaram que buscam pelo paradeiro de 519 pessoas atingidas pelo desastre. 

Ao todo, somando os dois países, 6.669 vítimas ainda não foram localizadas pelas equipes de resgate. Entre os desaparecidos estão várias centenas de estrangeiros, incluindo turistas e peregrinos.

Vidas perdidas

Além das quase 7 mil pessoas desaparecidas, a tragédia deixou ainda mais de mil mortos. No Nepal, o número de corpos recuperados chegou a 1.403, dos quais apenas 105 conseguiram ser identificados, segundo a agência de desastres. Na China, 43 pessoas perderam a vida, de acordo com dados informados pela imprensa estatal.

Relembre a tragédia

As enchentes repentinas no Nepal e um deslizamento de terra na região do Tibete, na China, causaram devastação generalizada na fronteira entre os dois países há quatro semanas, em 26 de agosto deste ano. 

Às 8h37 daquele dia, no horário local, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) relatou inicialmente um tremor na região como um terremoto de magnitude 4,4 na fronteira entre o Nepal e a China, ao norte de Katmandu. 

Quase ao mesmo tempo, uma avalanche de gelo e rochas,  mais parecida com um deslizamento de terra, neste caso,  desceu uma encosta e caiu no rio Lhende Khola, um afluente do rio Bhote Koshi, que flui da China para o Nepal, frequentemente através de desfiladeiros profundos.

O USGS esclareceu posteriormente que o tremor não foi um terremoto, mas sim causado por esse deslizamento de terra excepcionalmente forte, que registrou uma intensidade equivalente a um terremoto de magnitude 5,2. Ou seja: o terremoto não causou o deslizamento de terra. O deslizamento de terra causou o terremoto.

Equipes de cientistas internacionais acreditam que um enorme bloco de gelo de uma geleira se desprendeu e caiu no vale abaixo. A teoria deles é que um deslizamento de rochas ocorreu ao mesmo tempo em que a geleira se rompeu, criando uma mistura de gelo e rochas que se deslocou rapidamente montanha abaixo. 

À medida que essa massa descia, também arrastava sedimentos que já estavam encharcados devido à temporada de monções, o que contribuiu para formar a enorme parede de água.

Imagens mostram a devastação causada pela forçanep das águas que desceram das montanhas. Uma importante passagem de fronteira terrestre entre a China e o Nepal foi completamente atingida em menos de um minuto; um deslizamento de terra parece ter destruído tudo em seu caminho, soterrando pessoas que tentavam fugir.

Veja fotos da tragédia:

Por

Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Por

Agence France-Presse é uma agência de notícias francesa, a AFP cobre a atualidade mundial com uma qualidade única de produção multimídia em vídeos, textos, fotos e infográficos em seis línguas.

 

 

Belo Horizonte