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China se posiciona contra 'militarização do espaço sideral' dos Estados Unidos

Washington reconheceu pela primeira vez que possui armas em órbita na segunda-feira (14); posicionamento de armas no espaço é proibido por um tratado firmado em 1967

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Durante anos, os Estados Unidos acusaram a China e a Rússia de realizar manobras militares em órbitas, incluindo o uso de lasers e técnicas de interferência para ameaçar satálites estadunidenses
Durante anos, os Estados Unidos acusaram a China e a Rússia de realizar manobras militares em órbitas, incluindo o uso de lasers e técnicas de interferência para ameaçar satálites estadunidenses • Imagem ilustrativa/Canva

Um dia após os Estados unidos terem reconhecido, pela primeira vez, que possuem armas em órbita, o governo da China pediu, nesta terça-feira (15), para que Washington pare de "se preparar para guerra" no espaço.

A declaração foi divulgada em coletiva de imprensa, pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Guo Jiakun. Na ocasião, a autoridade afirmou que o país se opõe ao posicionamento de armas no espaço pelos EUA e alertou contra a "militarização do espaço sideral, transformando-o em um campo de batalha, bem como uma corrida armamentista no espaço".

"Pedimos ao lado [norte] americano que pare de expandir suas capacidades militares e de se preparar para uma guerra no espaço sideral", acrescentou Guo Jiakun.

Durante anos, os Estados Unidos acusaram a China e a Rússia de realizar manobras militares em órbitas, incluindo o uso de lasers e técnicas de interferência para ameaçar satélites estadunidenses. Anteriormente, Moscou já afirmou que é contra o posicionamento de armas no espaço — que é proibido por um tratado firmado em 1967.

Na foto, Xi Jinping, Donald Trump e Vladimir Putin • AFP
Na foto, Xi Jinping, Donald Trump e Vladimir Putin • AFP

EUA declaram possuir armas em órbita

A revelação de que os Estados Unidos possuem armas de controle espacial posicionadas em órbita veio pro meio do secretário da Força Aérea norte-americana, Troy Meink, durante uma conferência militar na segunda-feira (14).

Na data, Meink disse que essas armas têm capacidade de "defender as forças conjuntas contra adversários hostis" no espaço, porém não deu mais detalhes.

A Força Espacial dos EUA divulgou, ainda, que vê a China como uma ameaça no campo espacial, apontando que Pequim "desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar".

A Rússia também foi citada, com a pasta afirmando que Moscou considera o espaço como um "fator decisivo em conflitos futuros".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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