Sem resultado no Brasil, vitimas de Mariana esperam condenação da BHP em Londres
'Falaram comigo que no Brasil não ia dar nada', afirma Ana Paula Alexandre, viuva de Edinaldo Oliveira de Assis
A expectativa dos atingidos que movem ação contra a BHP na justiça inglesa é que a mineradora seja condenada. Sem resultado no Brasil, o sentimento das vítimas é de injustiça. Assistir a mineradora sentar no banco dos réus é para os afetados a possibilidade de "virar a página", segundo o advogado Felipe Hotta, um dos sócios do escritório Pogust GoodHead, que representa mais de 600 mil atingidos no processo internacional. A Vale fez um acordo na corte internacional e saiu do processo, mas pagará
'Acordo indecente'
As mineradoras chegaram a oferecer para a viúva um valor de R$ 190 mil de indenização pela perda do esposo, que trabalhava na empresa Integral, terceirizada da Samarco. "Espero muito que a BHP, Vale, Samarco, paguem pelo que elas fizeram um acordo indescente pra mim e pra minha sogra. Não é o valor do dinheiro, é porque eles, além de matar, eles querem dar valor à vida que se foi", explica Ana Paula.
Em 2015, assim que a barragem rompeu, a reportagem da Itatiaia foi a primeria a entrevistar Ana Paula, ela conta que desde então, há 9 anos, ela vive um pesadelo. Assista à entrevista dela em Londres.
O que diz a Samarco
"A Samarco lamenta o rompimento da barragem de Fundão e informa que indenizou 18 núcleos familiares das 19 vítimas fatais. A empresa segue em contato com os familiares e seus advogados nos casos que ainda não foram concluídos, buscando a conciliação", afirma a mineradora em nota.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



