Secretário de Trump ameaça estados que resistirem à 'reforma eleitoral'
A Casa Branca sustenta que o Departamento de Segurança Interna encontrou mais de 250 mil não cidadãos nos cadastros eleitorais da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, reiterou as ameaças de Donald Trump contra os estados que desafiarem as exigências da "reforma eleitoral" promovida pela Casa Branca.
Na última sexta-feira (17), durante um discurso, Mullin afirmou ter enviado uma carta aos secretários de Estado da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia, determinando a verificação das listas de eleitores em busca de pessoas que não sejam cidadãs americanas.
O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), chefiado por Mullin, cita uma série de possíveis violações em cada um desses estados, apesar de não apresentar evidências concretas.
O governo deu um prazo de duas semanas para que os secretários de Estado confirmassem se colaborariam ou não com o DHS em relação à "segurança eleitoral". Aqueles que se recusassem a colaborar, no entanto, poderiam ser responsabilizados com multas ou até mesmo prisão, de acordo com as declarações do secretário. "Todos aqueles que enganaram propositalmente o povo americano, abusaram de seu poder e autoridade e decidiram não continuar fazendo seu trabalho serão responsabilizados", disse.
A Casa Branca sustenta que o Departamento de Segurança Interna encontrou mais de 250 mil não cidadãos nos cadastros eleitorais da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia. As autoridades locais desses estados, no entanto, refutaram as alegações. De acordo com Shirley N. Weber, secretária de Estado da Califórnia, "o voto de não cidadãos continua sendo extremamente raro".
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



