Petroleiros explodem no Estreito de Ormuz
Irã declarou a via navegável como 'altamente insegura'

Dois petroleiros explodiram e pegaram fogo neste sábado (18), no horário local, no Estreito de Ormuz, após tentarem passar por uma rota com minas. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal do Irã, citando o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
Em um comunicado, a força militar descreveu a via navegável como "altamente insegura e completamente fechada".
Mais ataques
As Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques aéreos contra o Irã nesta sexta-feira (17), informou o Comando Central dos EUA (Centcom) pelas redes sociais. Este é o sétimo dia consecutivo de ofensivas em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
De acordo com o comunicado, publicado no X, os ataques começaram a partir das 15h (16h no horário de Brasília). Segundo os militares americanos, os ataques visam "continuar a degradar as capacidades militares iranianas".
Em retaliação e numa escalada de hostilidades, o Irã também atingiu diversos países no Oriente Médio, como Kuwait, Omã, Jordânia, Catar e Iraque.
Mais cedo, também nesta sexta-feira (17), o Irã realizou ataques que atingiram uma usina de dessalinização de água no Kuwait.
A ofensiva causou incêndios e danificou unidades de geração elétrica, levando o governo kuwaitiano a solicitar que a população economize eletricidade devido ao calor intenso do verão.
A previsão de temperatura máxima para o dia no Kuwait é de 46 °C, agravando a situação energética. O Ministério de Eletricidade, Água e Energia Renovável do Kuwait confirmou que o incêndio foi controlado, mas destacou os danos causados.
Ataques ao Kuwait
O Kuwait tem sido um dos alvos frequentes do Irã desde que as hostilidades entre Teerã e Washington foram retomadas no início deste mês. Suas usinas de energia e de dessalinização de água já foram atacadas anteriormente, inclusive em abril. Em meio a essa tensão crescente, a Guarda Revolucionária do Irã atacou Kuwait e Bahrein em retaliação aos EUA.
Além do Kuwait, as forças militares iranianas também atingiram outros países do Oriente Médio entre a madrugada e a manhã desta sexta-feira (17). Ataques atingiram Omã, Jordânia e o Catar, onde uma criança ficou ferida por estilhaços de um ataque interceptado.
Em meio à escalada, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, que também é alto oficial do Corpo da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica), emitiu um alerta aos EUA. Ele afirmou que “uma ofensiva em larga escala” aconteceria caso Washington prosseguisse com os ataques militares.
“Se os ataques dos EUA continuarem por mais dois ou três dias, entraremos em uma fase de operações ofensivas em larga escala”, disse Rezaei em entrevista à emissora estatal IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting).
Diante da intensificação dos ataques, diversas nações árabes criticaram as ofensivas de Teerã contra aliados dos EUA na região do Oriente Médio.
Líderes da região emitiram condenações contundentes e renovaram suas exigências por diplomacia, apesar de autoridades dos EUA e do Irã não mostrarem sinais de recuo.
O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait expressou “forte condenação às recentes agressões iranianas repreensíveis” contra o Bahrein, o Catar e a Jordânia, descrevendo os ataques como uma “ameaça direta à segurança de seus povos”.
A chancelaria do Catar, cujas autoridades atuaram como mediadores nas discussões entre Washington e Teerã, pediu “um retorno sério ao diálogo e às negociações” e “entendimentos alcançados por meio de esforços diplomáticos”.
Já o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos criticou veementemente o ataque iraniano no Iraque, alertando que a ação representa uma “violação flagrante da soberania da República do Iraque e do Curdistão iraquiano”.
O chanceler da Jordânia condenou os “ataques iranianos brutais” como uma “violação flagrante do direito internacional” e alertou para uma “escalada perigosa” em toda a região.
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