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Hospital de Campanha da Marinha brasileira na Venezuela conta com 41 profissionais de saúde

País foi atingido por dois terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 que deixaram quase 5 mil mortos e devastaram a região

Por e 
Hospital de Campanha da Marinha brasileira na Venezuela conta com 41 profissionais de saúde • Itatiaia

Entre os esforços brasileiros na Venezuela após dois terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 deixarem quase 5 mil mortos no país está o Hospital de Campanha da Marinha do Brasil. Em entrevista à Itatiaia, o capitão de fragata e anestesista da Marinha do Brasil, Gabriel Benevenut, explicou que a estrutura conta com profissionais da saúde e recursos que são utilizados nos tratamentos, como raio X e exames laboratoriais.

“O hospital é composto por 41 profissionais de saúde e mais uma equipe de apoio de fuzileiros navais. Dentre esses profissionais de saúde, a gente oferece alguns serviços especializados, como por exemplo, nós temos um pediatra, temos ortopedista, temos cirurgião geral, anestesista e clínicos gerais”, afirmou.

Os tremores assolaram o país no dia 24 de junho, e os militares desembarcaram no país no dia 27 de junho. Já os atendimentos começaram no dia 29 de junho. De acordo com o militar, de imediato, eles tiveram que lidar com tratamento de traumas musculoesqueléticos e com emergências médicas.

“É comum num desastre, uma tragédia humanitária dessas proporções, a fase inicial, ela é muito característica, pelos desabamentos, aqui da parte de de traumas. Esse foi o perfil de pacientes que a gente pegou nessa primeira fase”, afirmou.

Contudo, à medida que os dias se passaram, o perfil dos atendimento mudou. De acordo com Gabriel Benevenut, muitas pessoas que possuem condições crônicas e perderam a continuidade do tratamento por não conseguirem acessar os medicamentos com a situação de calamidade pública enfrentada também estão procurando o hospital de campanha.

“A gente tem visto muitos casos de doenças crônicas, como por exemplo, diabetes, hipertensão, doenças infectocontagiosas, diarreia. Então, são doenças que agora a gente tem percebido que é o perfil mais prevalente na população”, contou.

Equipe multidisciplinar

O hospital de campanha realiza entre 150 e 200 atendimentos diários e não tem previsão de encerramento das atividades. Ainda segundo Gabriel Benevenut, em razão do perfil das pessoas que procuram os atendimentos, uma equipe multidisciplinar foi montada que conta, ainda, com duas psicólogas.

“Um ponto que eu percebo em comum nessas catástrofes e situações que exigem uma ajuda humanitária é a questão da vulnerabilidade psicológica que atinge a população, que ela vem sempre associada com as perdas de entes queridos, perdas de bens materiais. No momento, a gente tem duas psicólogas que trabalham em conjunto com a equipe médica, para a gente poder prestar um um auxílio mais amplo possível, também podendo atuar nessa parte de psicologia e um de um amparo, de acolhimento para essa população”, explicou.

Atendimento às crianças

O tenente Christian Gauderer, pediatra da Marinha do Brasil, faz parte da equipe do hospital de campanha na Venezuela e explicou que grande parte das situações que teve que atender estão relacionadas à questão respiratória em razão da qualidade do ar.

“Então, asma mais agravada devido a qualidade do ar, é, muita tosse, muito catarro, muita secreção, isso acaba agravando, levando realmente ter uma piora, tanto que a última transferência que a gente fez para o hospital, é, venezuelano foi por causa disso, uma asma, é, as exacer, exacerba e realmente uma dificuldade respiratória grande”, explicou.

O médico notou também a grande solidariedade no país. “A gente também vê uma ajuda imensurável com voluntários, doações, desde remédios a pessoas ajudando, brincando com as crianças lá fora, realmente é uma coisa gratificante”, afirmou.

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Terremotos tiveram um intervalo menor que 1 minuto

Dois terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela na noite do dia 24 de junho. Os fenômenos aconteceram com menos de um minuto de diferença e desencadearam pelo menos 20 réplicas (tremores menores) nas horas seguintes, segundo o governo do país.

O epicentro do tremor mais forte foi localizado próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. La Guaira, uma cidade litorânea nos arredores de Caracas, foi a mais atingida, com pelo menos 100 edifícios, incluindo prédios de apartamentos de vários andares, desabando.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.