Protestos no Irã: corpos de dezenas de vítimas são empilhados em necrotério
Imagem publicada nas redes sociais mostra dezenas de corpos no chão

Imagens publicadas nas redes sociais mostram uma cena dramática na província de Teerã, no Irã: vários corpos de pessoas que morreram nos protestos violentos no país espalhados pelo chão do Centro de Diagnóstico e Laboratório Forense da Província de Teerã, em Kharizak.
A imagem é uma captura de um vídeo que mostra dezenas de corpos no chão. Ao lado dos corpos, aparentemente estão parentes procurando por seus entes queridos que faleceram nas manifestações.
Outros vídeos publicados nas redes sociais mostram os corpos em outros terrenos, próximo a carros estacionados, com familiares buscando pelas vítimas.
Segundo o grupo ativista Mamlekate, o número de corpos levados ao centro forente é tão alto que eles precisaram ser enfileirados no pátio. A maioria dos mortos, segundo a mídia estatal iraniana, são "pessoas comuns", que foram arrastados para os protestos.
Cerca de 2 mil mortos no Irã
Um oficial do Irã afirmou que cerca de 2 mil pessoas foram mortas durante os protestos que acontecem no país. Esta é a primeira vez que uma autoridade ligada ao governo do país reconhece o alto número de mortes que ocorreu nas manifestações. Em entrevista à Reuters, ele afirmou que os “terroristas” são os responsáveis pelos assassinatos tanto dos manifestantes, quanto dos agentes de segurança.
Os dados de mortos divulgados anteriormente eram atualizados pela Organização de Direitos Humanos dos EUA no Irã, o HRANA, que estimava pelo menos 544 mortes durante o período, incluindo 483 manifestantes e oito crianças. Ainda de acordo com a organização, mais de 10.600 pessoas foram presas durante as manifestações.
Protestos no Irã
Desde o dia 28 de dezembro do ano passado, manifestantes vão às ruas de várias cidades do Irã em protesto contra aumento de preços e colapso da moeda local.
Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.
*Com AFP
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



