Oriente Médio: Irã registra terceiro dia seguido de explosões após fim da trégua com os EUA
Washington confirmou que bombardeou, desde o início desta semana, áreas do litoral iraniano; Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas

Explosões foram ouvidas no Irã pelo terceiro dia consecutivo, nesta quinta-feira (9), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Turmp, anunciar o fim do acordo de paz entre os países.
No início desta semana, Washington confirmou que bombardeou, na terça (7) e quarta-feira (8), áreas do litoral iraniano, como uma retaliação a um ataque contra três navios comerciais que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.
A imprensa estatal do Irã informou, nesta quinta, que novas explosões foram ouvidas em cidades próximas do litoral sul do país persa, como Bushehr, Choghadak e Konarak. Até a última atualização desta reportagem não havia informações sobre danos ou feridos.
Enquanto isso, os Estados Unidos justificam os ataques como uma forma de reduzir a capacidade do Irã de atingir navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz. Confira balanço das ofensivas:
- Terça-feira (7): mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária do Irã foram destruídas.
- Quarta-feira (8): foram atingidos cerca de 90 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, equipamentos de vigilância costeira e locais de armazenamento de mísseis e drones.
Como retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra bases militares dos EUA localizadas no Oriente Médio, como no Kuwait e Bahrein.
Fim do acordo entre EUA e Irã
Donald Trump declarou na quarta-feira (8) que o memorando de entendimento firmado com o Irã "acabou", considerando que é "uma perda de tempo negociar" com Teerã.
As falas foram dadas durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na Turquia, ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, após uma série de ataques registrados na região e a resposta iraniana a bombardeios norte-americanos.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



