Irã critica EUA por intervenção em Ormuz e alerta para 'resposta contundente'
Marinha da Guarda Revolucionária do Irã critica ataques e intervenções dos EUA no Estreito de Ormuz, alertando que a interferência prejudica a reabertura gradual da via estratégica e provocará 'resposta esmagadora'

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou, nesta quinta-feira (9), que os ataques e a intervenção dos Estados Unidos para redirecionar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz prejudicam a reabertura gradual da via estratégica. O país alertou que qualquer interferência externa encontrará uma "resposta contundente" e "esmagadora".
A força militar iraniana declarou que "estrangeiros não têm qualquer interesse nesta terra ou no Estreito de Ormuz". Eles reforçaram que "a interferência na definição da rota de navegação não apenas encontrará uma resposta contundente de nossa parte, mas também prejudicará seriamente o processo de reabertura gradual da via".
O comunicado da Marinha da Guarda Revolucionária destacou que os navios devem "obter autorização" da instituição, mediante o "cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança".
As autoridades iranianas também alertaram que qualquer nova intervenção dos Estados Unidos provocaria uma "resposta esmagadora".
Em meio à escalada de tensões, fontes regionais confirmaram à CNN que o Paquistão e o Catar estão atuando para levar os Estados Unidos e o Irã de volta à mesa de negociações.
Esses países foram mediadores cruciais em negociações realizadas na Suíça, que resultaram em um acordo provisório assinado em meados de junho.
Omã também teve papel na facilitação de rodadas anteriores de conversas diplomáticas.
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