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ONU: discurso de Trump promete extinguir 'interferência estrangeira' no Ocidente e cita 'via militar'

Fala do presidente dos Estados Unidos na Assembleia Geral também teve críticas à Organização das Nações Unidas e ameaças ao Irã

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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU em Nova York, em 22 de setembro de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU em Nova York, em 22 de setembro de 2026 • ANGELA WEISS / AFP

Durante o discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), em Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu extinguir o que caracterizou de "interferência externa" no Hemisfério Ocidental e que pode utilizar o poderio militar norte-americano para isso.

O líder estadunidense foi o segundo a discursar, por representar o país-sede que recebe a Assembleia Geral, na sede da ONU. Antes, seguindo a tradição, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, abriu o Debate Geral. Também discursaram o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Khalilur Rahman, eleito como o presidente dos trabalhos da 81ª Assembleia Geral da ONU.

Donald Trump, que busca dominar e expulsar a presença da China e Rússia no Hemisfério Ocidental, disse buscar "acabar com décadas de violência, instabilidade e interferência estrangeira" na região, e que utilizará "poderio militar incomparável" para atingir esse objetivo. Trump utilizou a operação que prendeu o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, como exemplo.

"Nossas ações na Venezuela são uma prova de que não permitiremos mais que ameaças contra os Estados Unidos criem uma base de apoio em qualquer lugar do Hemisfério Ocidental e, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para proteger nossos interesses nacionais vitais", afirmou.

O republicano também comparou os cartéis de drogas ao grupo terrorista Estado Islâmico, afirmando que esses "grupos e gangues sangrentos" não afligirão mais os países do Ocidente.

"Lançamos o poder das Forças Armadas dos Estados Unidos para eliminar gangues e cartéis de drogas sangrentos. Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror, e por isso eles devem ser mortos, exilados ou detidos", declarou Trump.

Ataque à ONU e ameaças ao Irã

Ao longo do discurso, o presidente dos Estados Unidos também critiocu a ONU e agências da entidade. Trump chamou o Tribunal Penal Internacional (TPI) — corte permanente sediada em Haia, nos Países Baixos, criada para julgar pessoas acusadas dos crimes mais graves de impacto internacional — de "fora de controle" e "maléfico", pedindo para que todos os países-membros saiam da instituição.

O republicano também acusou "os principais funcionários de Direitos Humanos da ONU" de criticar os EUA em busca de "mutilar crianças para as tornar transgêneros" e as políticas de imigração do governo Trump.

Durante a fala, Donald Trump ainda defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também ameçou aniquilar o país persa "para o inferno", caso não haja acordo de paz entre Washington e Teerã após as Eleições de Meio de Mandato (conhecidas como midterms).

81ª Assembleia Geral da ONU

A 81ª Assembleia Geral da ONU acontece entre os dias 22 e 28 de setembro de 2026, em Nova York, nos Estados Unidos. Lideranças dos 193 Estados-membros farão declarações expondo as próprias posições e prioridades diante de desafios globais complexos e interligados.

O tema do debate este ano será: "Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas".

Os discursos e os principais eventos serão transmitidos ao vivo, pela TV on-line da ONU. As Nações Unidas também disponibilizam a cobertura em português pela ONU News.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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