Trump anuncia na ONU que EUA vão passar a chamar Inteligência Artificial de 'Super Inteligência'
Presidente dos Estados Unidos utilizou parte do discurso na Assembleia Geral para divulgar mudança, indicando que documentos oficiais do governo adotarão nova nomenclatura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira (22), que o país começará a chamar a Inteligência Artificial de "Super Inteligência". O líder republicano, defensor de que a IA continue avançando com velocidade, afirmou que os EUA adotarão oficialmente o novo nome que, segundo ele, "soa muito melhor". A declaração aconteceu durante o discurso do republicano na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
"De agora em diante, todos os documentos dos Estados Unidos e, espero todo o mundo, vão utilizar o nome Super Inteligência. O nome Inteligência Artificial faz soar com ela seja falsa, e não é, ela é extraordinária", afirmou Trump, em discurso após o secretário-geral da ONU, António Guterres, dedicar fala para alertar sobre o uso irresponsável da tecnologia e de IA.
No domingo (20), Donald Trump havia publicado uma pesquisa na própria rede social, a Truth Social, questionando qual deveria ser o "novo" nome da inteligência artificial. Na postagem, ele indica as opções: Super Inteligência, Inteligência Superior e Inteligência Extrema. Na ocasião, o presidene afirmou que o atual nome "não é bom e é pouco eloquente".
Entretanto, o estadunidense não explicou como a alteração seria feita, se haveria algum impacto no desenvolvimento da tecnologia ou na aplicação, nem se o setor de IA concorda com a possível mudança.
O termo "Inteligência Artificial" foi adotado há mais de 80 anos por cientistas da computação e, desde então, é usado pela ciência, pela indústria e por governos de todo o mundo.
Debates sobre inteligência artificial na ONU
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado na última semana indica quais são as principais preocupações globais entre especialistas. Entre os temas estão os efeitos da inteligência artificial e o poder das empresas de tecnologia.
A pesquisa consultou 1.300 pessoas de governos, organizações internacionais, empresas, universidades e organizações da sociedade civil. Os participantes avaliaram questões como ameaças poíticas, econômicas, ambientais, sociais e tecnológicas.
Enquanto isso, Donald Trump seguiu realizando diversas manifestações sobre o tema. Na segunda-feira (21), véspera do discurso na ONU, o presidente dos EUA comparou os riscos da IA às previsões sobre as mudanças climáticas e classificou as duas questões como uma "farsa".
Em uma publicação na Truth Social, ele afirmou que as pessoas que alertam que a IA pode destruir o mundo e que a construção de data centers é prejudicial às comunidades são as mesmas que, no passado, diziam que o planeta seria "extinto" pelas mudanças climáticas.
Vale destacar que as mudanças climáticas são um fenômeno real e amplamente reconhecido pela comunidade científica.
81ª Assembleia Geral da ONU
A 81ª Assembleia Geral da ONU acontece entre os dias 22 e 28 de setembro de 2026, em Nova York, nos Estados Unidos. Lideranças dos 193 Estados-membros farão declarações expondo as próprias posições e prioridades diante de desafios globais complexos e interligados.
O tema do debate este ano será: "Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas".
Os discursos e os principais eventos serão transmitidos ao vivo, pela TV on-line da ONU. As Nações Unidas também disponibilizam a cobertura em português pela ONU News.

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



