Netanyahu diz que guerra contra o Irã pode levar à queda do regime e rebate críticas
Premiê israelense afirma que ofensiva militar pode criar condições para mudança de regime no Irã

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou críticas de que a ofensiva militar contra o Irã não teria atingido seus objetivos e afirmou acreditar que o regime iraniano pode entrar em colapso como resultado da campanha conduzida por Tel Aviv.
Em discurso durante a Cúpula de Política Internacional do JNS, em Jerusalém, no domingo, Netanyahu declarou que a estratégia israelense teria criado condições para uma eventual mudança de regime no Irã.
“Acho que criamos as condições para sua futura queda. Essa será a verdadeira vitória, quando o povo iraniano tomar seu próprio destino em suas mãos e derrubar esse regime brutal”, afirmou. Segundo o premiê, um dos objetivos iniciais da ofensiva seria justamente estimular uma eventual revolta popular contra o governo iraniano.
Netanyahu também reiterou que Israel manterá operações militares no Líbano “enquanto for necessário”. No mesmo contexto, as Forças de Defesa de Israel autorizaram a circulação de moradores do norte do país, próximos à fronteira libanesa, a partir desta segunda-feira (22), após meses de restrições impostas por conta da ameaça do Hezbollah, aliado do Irã.
O Exército israelense não detalhou os motivos da flexibilização, mas afirmou que um cessar-fogo ainda frágil permanece em vigor. A decisão ocorre em meio a negociações internacionais envolvendo Estados Unidos e Irã sobre um possível acordo para encerrar o conflito, enquanto Teerã pressiona por um cessar-fogo mais amplo.
Em paralelo, o presidente da Síria, Ahmad al-Sharaa, afirmou em entrevista que o país não pretende intervir militarmente no Líbano, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerirem uma possível participação síria no conflito.
Al-Sharaa disse que as falas foram “mal interpretadas” e destacou que a posição americana teria se referido a um papel diplomático em busca de uma solução pacífica, e não a uma ação militar direta.
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