Na véspera da eleição, Trump volta acusar democratas de fraude e corrupção
A eleição desta terça-feira (3) é crucial para o futuro do governo de Donald Trump, que pode perder a governabilidade caso os democratas conquistem a maioria dos assentos no Congresso Nacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou a reabertura do espelho d’água do Lincoln Memorial, na capital Washington, para discursar nesta segunda-feira (2), véspera das eleições de meio de mandato. Enfrentando a possibilidade de perder o controle do Congresso Nacional, o republicano usou a oportunidade para acusar os democratas de fraude e corrupção nas chamadas ‘midterms’.
Trump citou a disputa em dois estados chaves para a eleição no Senado: Michigan e Alasca, onde a oposição lidera as pesquisas de intenção de voto por margens apertadas. O presidente lembrou da acusação de fraude no Alasca, voltando a acusar os democratas de conspirar para colocarem na cédula um candidato independente com o mesmo nome do candidato republicano.
“As mais recentes notícias provam que o partido democrata é muito corrupto. No Alaska eles conspiraram para colocar um falso ‘Dan Sullivan’ nas cédulas de votação para confundir os eleitores, concorrendo contra o verdadeiro ‘Dan Sullivan’. Eles colocaram alguém chamado Dan Sullivan para concorrer contra Dan Sullivan. É uma fraude, uma eleição fraudulenta”, declarou.
Segundo o The New York Times, membros da campanha da candidata democrata Mary Peltola, ajudaram Daniel J. Sullivan Jr., um professor aposentado, a concorrer às eleições. O homem é homônimo do candidato republicano à reeleição Dan S. Sullivan, o que poderia confundir eleitores na hora de votar.
Trump também voltou a atacar o candidato democrata no Michigan, Abdul El-Sayed. Sem provas, o presidente acusa o opositor de fazer campanha em mesquitas descrevendo os Estados Unidos como a “Casa de Satã”. El-Sayed pode se tornar o primeiro senador muçulmano no Congresso americano, mas tem enfrentado uma campanha de intolerância religiosa nas últimas semanas
“Dois dias atrás foi noticiado que o candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed chamou os Estados Unidos de “a casa de satã”. Nós mudamos isso, nós chamamos os Estados Unidos de a casa de Deus. Não queremos pessoas que chamam o nosso país de a casa de satã. Quando for votar, lembre-se que não podemos permitir que pessoas que odeiam o país governem”, afirmou Trump.
A eleição desta terça-feira (3) é crucial para o futuro do governo de Donald Trump, que pode perder a governabilidade caso os democratas conquistem a maioria no Congresso. Estão em jogo 35 cadeiras no Senado, composto por 100 membros, e todas as 435 vagas na Câmara dos Deputados.
Atualmente, os republicanos possuem a maioria frágil de 218 cadeiras na Câmara. Para os democratas assumirem o controle da casa seria necessário apenas mais 4 eleitos. No senado o cenário é semelhante, o partido de Trump possui 53 cadeiras, mas os democratas também precisam conquistar quatro assentos.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



