Mulher é atropelada por carro enquanto manifestava contra o ICE nos EUA
Vítima participava de manifestação para libertação de imigrantes detidos em Nova Jersey; ela não sofreu ferimentos graves, conforme divulgado pela imprensa local

Uma mulher foi atropelada no domingo (21) em Nova Jersey, nos Estados Unidos, durante um protesto que pedia a libertação de pessoas detidas pela polícia migratória norte-america — corporação conhecida como ICE — no dia dos pais. Segundo divulgado pela imprensa local, a manifestante não sofreu ferimentos graves.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que a manifestante é atingida pelo carro. Um Dodge Challenger avança sobre a mulher que dançava, enquanto balançava uma bandeira dos Estados Unidos. O caso ocorreu em frente ao Delaney Hall, um centro de detenção de imigrantes.
Vários manifestantes estavam no local pedindo a libertação dos detendos para o Dia dos Pais. O atropelamento não é o primeiro caso de vioência durante protestos contra práticas do ICE.
Casos de violência em Minneapolis
Em janeiro deste ano, Minneapolis foi palco de diversas ações de agentes federais. Milhares de migrantes, incluindo jovens e crianças, foram detidos e encaminhados para unidades do ICE. A cidade foi marcada por tiroteios fatais, incluindo a morte de dois cidadãos norte-americanos: Renee Good e Alex Pretti, os dois de 37 anos.
Durante uma operação, em 7 de janeiro, um agente federal atirou no carro em que Renee estava. De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), ela teria avançado com o carro contra agentes do ICE durante uma operação.
A secretária de Segurança Interna, Kriti Noem, afirmou, na época, que havia uma multidão hostilizando os agentes e a mulher teria “transformado o seu veículo em uma arma”, tentando atropelar o policial. Para se defender, ele abriu fogo contra Renee. Mas, autoridades locais contestaram a versão da secretária.
Em 24 de janeiro, agentes federais atiraram e mataram Alex Pretti, sob a justificativa que o cidadão estadunidense estaria armado e resistiu à abordagem durante uma operação em Minneapolis, levando o agente a atirar em legítima defesa.
Porém, o jornal The New York Times publicou que repórteres analisaram um vídeo do ocorrido e revelaram que não há indício de que Alex estava armado, mesmo que ele tivesse autorização de posse de arma. O cidadão estadunidense foi atingido nas costas enquanto estava caído na calçada.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



