Morte do papa: Dom Odilo diz que Francisco fez igreja mais participativa e consciente
Francisco priorizou os pobres e marginalizados, seguindo fielmente os ensinamentos do Evangelho

O cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, lamentou a morte do papa Francisco nesta segunda-feira (21). Em coletiva de imprensa, na Catedral da Sé, ele falou sobre um legado de renovação e aproximação com os fiéis.
Ele disse que ao ver a breve aparição do papa nesse domingo de Páscoa (20), se preocupou: ''A gente percebia enorme esforço. Estava extremamente abatido.'' Papa fez uma discreta aparição na sacada da Basílica de São Pedro e acenou para os fiéis.
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O cardeal Dom Odilo ainda destacou que, nas últimas semanas, o pontífice anda trabalhava — dentro do possível. ''Esperava-se que ele continuasse por mais algum tempo.''
A simplicidade e a capacidade de se conectar com as pessoas comuns foram marcas registradas de Francisco. Ele optou por morar na Casa Santa Marta, uma residência mais modesta, em vez do tradicional Palácio Apostólico, e frequentemente circulava entre os fiéis durante eventos públicos.
“Ele se preocupou com as periferias do mundo, sociais, geográficas e econômicas para buscar o dialogo e tentar ouvir as dores até em relação a própria igreja”, disse.
"O papa fez com que a igreja fosse mais participativa e consciente a partir da participação de todos", acrescentou.
Segundo ele, a morte do Papa Francisco marca o fim de uma era de transformações na Igreja Católica.
"Nos damos graças a Deus pela vida dele, pelo exemplo e pelo testemunho que ficara marcado na igreja. Ele gostava de dizer que, na igreja, importa mais o processo do caminhar do que os eventos com início, meio e fim. São os processos que vão produzir efeito e seus frutos. Foi o que ele procurou fazer", finalizou.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.



