Marine Le Pen anuncia candidatura à Presidência da França após tribunal reduzir inelegibilidade
Le Pen foi proibida de exercer cargos eletivos por cinco anos por utilizar verbas do Parlamento Europeu para pagar salários de funcionários de seu partido

Marine Le Pen, líder de ultradireita da França, anunciou nesta terça-feira (7) que será candidata à Presidência em 2027, após um tribunal de apelação reduzir o período de inelegibilidade dela. Em março de 2025, Le Pen foi proibida de exercer cargos eletivos por cinco anos por utilizar verbas do Parlamento Europeu para pagar salários de funcionários de seu partido, o RN (Reagrupamento Nacional).
Nesta terça, o tribunal de apelação de Paris manteve a condenação de Le Pen por uso indevido de fundos do Parlamento Europeu, mas reduziu a proibição de concorrer a cargos públicos, abrindo caminho para que ela dispute a eleição. A decisão desta terça-feira (7) reduziu a inelegibilidade de Le Pen para cargos públicos para 45 meses, em vez de 60, sendo que 30 meses da pena foram suspensos.
Como a proibição conta a partir da decisão do ano passado, o período efetivo de 15 meses de inelegibilidade já foi cumprido. O tribunal afirmou que, embora tenha confirmado a culpa de Le Pen, também levou em consideração "a liberdade de escolha do eleitor, um pré-requisito para a expressão do sufrágio democrático".
A decisão também reduziu sua pena de prisão para dois anos com suspensão condicional e um ano — em vez de dois — de monitoramento por tornozeleira eletrônica. O RN lidera as pesquisas de opinião para a eleição de abril do ano que vem. E Le Pen, que fracassou três vezes em conquistar a Presidência ao longo de 15 anos à frente do partido, aposta que os eleitores poderão relevar a condenação.
"Esta noite, sou candidata à eleição presidencial", disse ela em uma entrevista no horário nobre da emissora TF1, horas após a decisão judicial. Nos últimos meses, a líder de ultradireita havia declarado que não concorreria caso o tribunal determinasse o uso de tornozeleira eletrônica, argumentando que isso prejudicaria sua campanha e minaria sua credibilidade.
Seu partido já havia começado a se preparar para a possibilidade de que Jordan Bardella, de 30 anos, fosse o candidato. Ela disse à TF1 que recorrerá da decisão à mais alta corte da França, a Corte de Cassação, e que, até que esse tribunal profira uma decisão, não precisará usar tornozeleira eletrônica durante a campanha, embora o tribunal de apelação tenha determinado o uso do dispositivo por um ano.
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