Consulado do Brasil em Nova York fecha por risco de queda de prédio vizinho
Representação diplomática suspendeu atendimento temporariamente; um quarteirão do bairro foi interditado após colunas de um edifício entortarem

O Consulado-Geral do Brasil em Nova York, nos Estados Unidos, foi temporariamente fechado nesta terça-feira (7) devido ao risco de desabamento de um prédio vizinho que está em reforma — também evacuado durante a manhã após duas vigas entortarem.
Em nota, publicada no site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o consulado informou que a reabertura do prédio e a retomada dos atendimentos serão divulgadas assim que possível.
Veja nota do Consulado-Geral do Brasil em Nova York:

Helder Nozima, um funcionário do Consulado Brasileiro, relatou à CNN que trabalhava no 32º andar quando recebeu ordem para sair do prédio. "Ouvimos um aviso nos alto-falantes informando que o prédio estava sendo interditado. A polícia de Nova York nos ajudou a sair", disse.
Vigas de prédio vizinho entortaram

Um quarteirão do bairro de Midtown Manhattan foi evacuado, na manhã desta terça-feira (7), após as colunas de um arranha-céu em reforma entortarem. O prédio fica na Rua 42 Leste, uma das mais movimentadas de Manhattan. Não há registro de feridos.
O incidente aconteceu durante o horário de pico. Bombeiros, policiais e equipes de emergência foram mobilizados e isolaram a região por precaução. Segundo as autoridades locais, duas vigas de sustentação entortaram entre o 21º e 22º andares do edifício comercial, de 37 pavimentos.
O Corpo de Bombeiros divulgou que parte da estrutura cedeu, entre o 21º e 26º andares, fazendo alguns pisos afundarem. A pressão sobre a estrutura também fez alguns tijolos desprenderem, elevando o risco de novos desabamentos no prédio.
Durante o incidente, todos os operários que trabalham na reforma do edifício conseguiram evacuar em segurança e ninguém se feriu. Antes, o local abrigava o escritório da Pfizer e está sendo convertido em apartamentos residenciais.
O trânsito no local foi interditado para veículos e pedestres, enquanto engenheiros avaliam a estabilidade da construção e buscam identificar o que provocou a falha estrutural.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



