Um grupo de manifestantes se reuniu em frente ao Tribunal Distrital Federal de Manhattan, em Nova York, na manhã desta segunda-feira (5) para protestar contra a prisão de Nicolás Maduro, realizada após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela no último sábado (3).
Maduro e a esposa, Cilia Flores, chegaram ao local para uma audiência prevista para as 14h (horário de Brasília). Após a chegada do casal, um grupo de pessoas foi para a frente do tribunal com cartazes de “EUA, tirem as mãos da Venezuela” e “Liberdade ao presidente Maduro”, em protesto à intervenção militar no país.
Segundo informações da CNN, um manifestante favorável à prisão de Maduro criou um breve conflito com opositores após dizer que “nem todos protestando são venezuelanos e que o povo local quer Maduro preso”. Ainda de acordo com a apuração, alguns dos protestantes são americanos que têm familiares que moram na Venezuela.
Julgamento de Nicolás Maduro
O casal Maduro e Flores passará nesta segunda pela primeira audiência do processo referente à lista de crimes pelos quais são acusados nos Estados Unidos. Nessa etapa, serão lidas as acusações imputadas e questionados se possuem defesa para representação no decorrer do julgamento. Caso a resposta seja negativa, um defensor público deverá ser designado.
Após a primeira oitiva, inicia-se a fase de “grande júri”, mais demorada em relação a anterior, que realiza uma análise preliminar do processo e define a forma como o casal venezuelano será julgado.
O juiz distrital responsável será o experiente Alvin Hellerstein, de 92 anos, que já atuou em casos conhecidos, como os atentados que ocorreram em 11 de setembro de 2001, nos EUA.
O casal é acusado pela Justiça americana dos seguintes crimes:
- Conspiração para narcoterrorismo;
- Conspiração para importação de cocaína;
- Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
- Conspiração para posse de metralhadoras.
(Sob supervisão de Alex Araújo)