Maduro assume terceiro mandato questionado pela oposição na Venezuela
A oposição afirma que González Urrutia venceu com 70% dos votos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse nesta sexta-feira (10) para seu terceiro mandato consecutivo, o que o opositor Edmundo González, que reivindica o poder, condenou, por considerar que o líder esquerdista “se autocoroa ditador”.
Na Presidência desde 2013, Maduro tomou posse em cerimônia na sede do Parlamento, que está sob seu controle, assim como todas as instituições do país, incluindo as Forças Armadas, que voltaram a lhe jurar “lealdade e subordinação absoluta”.
González disse que o presidente esquerdista “se autocoroa ditador” com sua posse para um terceiro mandato, e ordenou que as forças militares não reconheçam o que chamou de “ordens ilegais” e garantam as condições para o seu retorno.
A mensagem de González foi divulgada nas redes sociais. “Ordeno ao alto comando militar não reconhecer as ordens ilegais que lhe forem dadas por aqueles que confiscam o poder, e que preparem minhas condições de segurança para assumir o cargo de presidente”, publicou o rival de Maduro nas eleições de 28 de julho.
“Estou muito perto da Venezuela, estou pronto para a entrada segura e, no momento propício, farei valer os votos que representam a recuperação da nossa democracia”, completou o opositor.
'Juro!'
“Este novo mandato presidencial será um período de paz, prosperidade, igualdade e uma nova democracia”, prometeu um Maduro enérgico, vestindo um terno escuro, diante do chefe do Legislativo, o poderoso líder chavista Jorge Rodríguez.
Maduro pediu múltiplos juramentos de lealdade, feitos por militares, policiais e seguidores do chavismo, em um ato no qual esteve presente seu colega da Nicarágua, Daniel Ortega.
A autoridade eleitoral proclamou Maduro vencedor das eleições com 52% dos votos, mas não apresentou até hoje os dados detalhados da apuração, como determina a lei. A oposição, por sua vez, afirma que González Urrutia venceu com 70% dos votos.
Maduro “não colocou [a faixa presidencial] no peito, colocou-a no tornozelo, como uma corrente que a cada dia vai apertá-lo mais”, expressou mais cedo a líder opositora María Corina Machado. González “virá para a Venezuela tomar posse como presidente constitucional no momento certo”, afirmou, denunciando a sua prisão após um protesto na véspera e a sua posterior libertação, o que as autoridades negaram.
O governo ordenou o fechamento da fronteira com a Colômbia até segunda-feira.
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