Macron diz que G7 abordará 'reabertura de Ormuz a longo prazo' após acordo entre Irã e EUA
Consequências sobre o acordo entre EUA e Irã serão discutidas na cúpula do G7 nesta semana; países estavam em guerra desde o dia 28 de fevereiro deste ano

As grandes potências do G7 discutirão a partir de segunda-feira (15) em Evian, na França, as "consequências" do acordo entre os Estados Unidos e o Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, disse neste domingo (14) o presidente Emmanuel Macron.
"O objetivo será analisar as consequências desse acordo, o apoio ao Líbano, a reabertura do Estreito de Ormuz no longo prazo e, obviamente, a conclusão de um acordo sobre o programa nuclear e balístico do Irã", afirmou o presidente francês em um vídeo publicado nas redes sociais.
Macron receberá na segunda-feira (15), na cidade às margens do lago Léman, Donald Trump e os líderes da Alemanha, Canadá, Itália, Japão e Reino Unido.
Acordo entre EUA e Irã
Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, neste domingo (14), e devem assiná-lo ainda nesta semana. A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif — país intermediador durante as negociações de cessar-fogo.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, viajou até o Paquistão para uma reunião com Shehbaz Sharif neste fim de semana.
Sharif publicou a notícia nas redes sociais. No texto, o primeiro-ministro informou, ainda, que o acordo deve ser assinado na próxima sexta-feira (19), em uma cerimônia oficial na Suíça.
"O acordo de paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã FOI ALCANÇADO. A cerimônia oficial de assinatura ocorrerá na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça", escreveu Shehbaz Sharif.
O presidente dos EUA também confirmou o acordo, em uma publicação na Truth Social. O republicano parabenizou a todos envolvidos no acordo de paz entre os países. Ele ainda divulgou a reabertura do Estreito de Ormuz e a remoção imediata do bloqueio naval dos EUA.
"O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir! Presidente DONALD J. TRUMP"
Na última sexta-feira (12), a CNN divulgou alguns pontos que estavam sendo negociados no acordo. O documento estipulava que, se assinado, daria início a um período 60 dias para "negociações ténicas". Saiba detalhes sobre o acordo aqui.
Na mesma data, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi afirmou que um memorando de entendimento entre o país persa e os Estados Unidos "nunca esteve tão próximo". Em uma publicação, Araghchi prometeu que, após o acordo, todos os detalhes serão compartilhados, "em consonância" com a abordagem do Irã que, segundo ele, é "responsável e transparente".
Os países estavam em guerra desde o dia 28 de fevereiro, data em que marca o início dos ataques comandados pelos Estados Unidos, com apoio de Israel, contra o Irã. Washington e Teerã estavam sob um frágil acordo de cessar-fogo, assinado em 8 de abril.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



