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Justiça do Paraguai decreta prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña por fraude bancária

Ex-mandatário é investigado por gestão fraudulenta e favorecimento pessoal no Ueno Bank; medida será cumprida no Regimento de Escolta Presidencial, em Assunção

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Presidente do Paraguai, Santiago Peña
Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña • MEHMET ESER / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

A Justiça do Paraguai decretou, neste sábado (7), a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña. A decisão foi anunciada pelo juiz Humberto Otazu após audiência de custódia com a defesa do ex-mandatário. Peña é investigado por suposta responsabilidade em uma grave crise bancária que deixou milhões de correntistas sem acesso a seus depósitos e culminou no processo que levou à sua destituição do cargo.

O Ministério Público atribui a Peña os crimes de lesão de confiança e administração em proveito próprio. As apurações miram esquemas de irregularidades no Ueno Bank, instituição financeira na qual o ex-presidente atuava como acionista controlador até 2025.

Além da privação de liberdade, a promotoria solicitou o bloqueio cautelar de todos os bens do ex-presidente. "O juizado decidiu decretar a prisão preventiva", confirmou o magistrado Humberto Otazu aos jornalistas na saída do tribunal.

Por razões de segurança, o juiz determinou que a ordem seja cumprida nas dependências do Regimento de Escolta Presidencial, localizado na capital, Assunção, local onde o ex-chefe de Estado já havia passado a noite de sexta-feira (6).

Peña, que assumiu o governo paraguaio em 2023, foi acionista até março do ano passado do grupo proprietário do banco. A instituição financeira contava com cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões (equivalente a cerca de R$ 4,6 bilhões) em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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