Israel diz que matou comandante responsável pelo Estreito de Ormuz
Região responsável por 20% do tráfego de petróleo e gás natural no mundo está restrita desde o início do conflito

O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, anunciou nesta quinta-feira (26) que o Exército do país matou, em um ataque aéreo, Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana.
"Na noite passada, em uma operação precisa e letal, o Exército eliminou o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Tangsiri, ao lado de outros oficiais do comando naval", disse Katz por meio de um vídeo.
"O homem diretamente responsável pela operação terrorista de instalação de minas e bloqueio do Estreito de Ormuz para a navegação foi explodido e eliminado", acrescentou.
Desde o início dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Israel anunciou a morte de vários funcionários de alto escalão do Irã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.
EUA impõem condições para encerrar conflito
Representantes dos Estados Unidos informaram que um plano de paz foi enviado ao Irã a fim de encerrar o conflito no Oriente Médio, que já dura quase um mês. Os detalhes da possível proposta foram revelados pelas imprensas americana e israelense nessa terça-feira (24).
Segundo o jornal estadunidense "The New York Times", a proposta foi encaminhada ao Irã por intermédio do Paquistão. Ainda não está claro se Israel participou da elaboração ou se concorda com o plano. O Canal 12, israelense, disse que o acordo prevê um cessar-fogo de 30 dias para negociações.
Um possível rascunho obtido pelo Canal 12, de Israel, aponta que, entre as exigências dos EUA, estão:
- O compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares;
- A limitação do alcance e da quantidade de mísseis;
- A desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
- O fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
- A criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
Irã contradiz Estados Unidos
Uma conta do X, atribuída a Mohammad-Bagher Ghalibaf publicou que nenhuma negociação ocorreu com os EUA, chamando tudo de "fake news" para manipular os mercados de petróleo.
Leia também: Acordo para encerrar guerra no Oriente Médio não é algo realista, diz fonte
Um funcionário de alto escalão do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse à rede americana CBS News que o país recebeu "pontos [para um acordo] dos EUA por meio de mediadores e eles estão sendo analisados". A CBS noticiou que isso seria um passo anterior a negociações e que não há nenhuma negociação confirmada em andamento.
(Sob supervisão de Alex Araújo)
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.
