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Trump faz novas ameaças ao Irã após morte de soldados americanos: 'Pagarão muitas vezes'

Em sua rede social, presidente dos Estados Unidos afirma que deu ordem à cúpula militar para retaliar qualquer nova morte de militares americanos

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump • Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta segunda-feira (20) ao prometer uma resposta militar mais dura caso novos soldados americanos sejam mortos no conflito entre os dois países. Em uma publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que Teerã "pagará muitas vezes" por cada militar norte-americano morto.

"Cada vez que o Irã matar um soldado americano, pagará por essa morte muitas vezes", escreveu Trump. O presidente acrescentou que a determinação já foi repassada ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e aos demais líderes militares.

Confira a postagem do presidente:

A declaração ocorre após uma série de baixas entre as tropas americanas. Segundo informações divulgadas pela AFP, três soldados dos Estados Unidos morreram nos últimos dias. Dois foram mortos na última sexta-feira (17) durante ataques aéreos iranianos na Jordânia. As Forças Armadas americanas informaram ainda que outros restos mortais, ainda sem identificação, também foram encontrados no país. O terceiro militar contabilizado morreu no Iraque enquanto realizava a destruição de munições lançadas por um drone iraniano. Ainda de acordo com a AFP, desde o início da guerra, no fim de fevereiro, 17 militares americanos perderam a vida em ações relacionadas ao conflito.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que Trump viajará na noite dessa terça-feira (21) para uma base militar no estado de Delaware, onde acompanhará a chegada dos restos mortais dos soldados mortos recentemente.

Relembre conflito entre Estados Unidos e Irã

A atual guerra entre Estados Unidos e Irã começou no fim de fevereiro desse ano, 2026, e representa uma das maiores escaladas militares entre os dois países nas últimas décadas. O confronto envolve ataques aéreos, operações com drones e mísseis, além de disputas estratégicas pelo controle de importantes rotas marítimas no Oriente Médio.

Um dos principais pontos de tensão é o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado mundialmente. Nos últimos dias, a crise ganhou novos contornos com o anúncio dos rebeldes houthis, aliados de Teerã, de um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, outro corredor considerado vital para o comércio internacional.

Além do risco militar, o conflito também intensificou a disputa econômica entre Washington e Teerã. Os Estados Unidos mantêm sanções contra o Irã, enquanto as ameaças à navegação em rotas estratégicas elevam a preocupação dos mercados internacionais com possíveis impactos na oferta de petróleo e nos preços da energia. O agravamento das hostilidades tem levado organismos internacionais a alertarem para o risco de uma expansão do conflito para outros países da região, aumentando a instabilidade no Oriente Médio e os efeitos sobre a economia global.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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