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Irã diz que EUA violaram acordo ao restabelecer sanções sobre petróleo

Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão dos Estados Unidos de revogar a suspensão temporária das sanções às vendas de petróleo

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Reabertura do Estreito de Ormuz está entre os pontos do esboço do acordo entre EUA e Irã
Imagem do Estreito de Ormuz • MAPA/Divulgação

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou, nesta terça-feira (7), a decisão do Tesouro dos Estados Unidos de revogar a suspensão temporária das sanções às vendas de petróleo iraniano. A medida americana, segundo Teerã, viola o memorando de Islamabad para encerrar a guerra, e o Irã responsabiliza Washington pelas consequências.

O ministério iraniano afirmou que o país tomará todas as medidas que considerar necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional. Os Estados Unidos revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano, confirmou uma autoridade americana nesta terça-feira (7). O representante alertou que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram "totalmente inaceitáveis" e teriam consequências, após recentes ataques a petroleiros na via de navegação.

Após o anúncio, os preços do petróleo subiram mais de 3%. Apesar da recente escalada de tensões, o representante americano afirmou que os negociadores continuam trabalhando para chegar a um acordo final com o Irã.

Em junho deste ano, o governo americano teria firmado um acordo junto à República Islâmica para suspender as sanções impostas sobre a venda de petróleo do país. A medida, que havia sido imposta em 21 de junho, permitia que o Irã vendesse e entregasse petróleo, sem sofrer sanções, a quase todos os países do mundo, inclusive aos Estados Unidos, até o dia 21 de agosto.

A revogação realizada pelos EUA foi tomada depois que três petroleiros relataram ter sido atingidos por projéteis desconhecidos no Estreito de Ormuz e nas proximidades nos últimos dias, informou a agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), ligada à Marinha britânica, em um relatório. Não houve comentário imediato de Teerã, nem qualquer reivindicação de responsabilidade.

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