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Incêndio que matou ao menos 65 em Hong Kong é o mais grave em quase 30 anos

As chamas atingiram o complexo Wang Fuk Court, que tem oito torres e mais de dois mil apartamentos

Por e 
Incêndio em Hong Kong deixou 13 mortos
Prédios residenciais de vários andares continuam a fumegar em Hong Kong em 27 de novembro de 2025 • AFP

O incêndio devastador que atingiu um complexo residencial e matou ao menos 65 pessoas em Hong Kong nesta quarta-feira (26) foi o mais grave em quase 30 anos, segundo a agência de notícias Reuters.

As chamas atingiram o complexo Wang Fuk Court, que tem oito torres e mais de dois mil apartamentos. Sete prédios foram afetados, o que resultou na morte de 65 pessoas e no desaparecimento de mais de 250.

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Antes deste incêndio, o mais grave havia acontecido em novembro de 1996, quando 41 pessoas morreram em um edifício comercial em Kowloon. Na época, autoridades concluíram que as chamas começaram durante um trabalho de soldagem realizado em uma reforma.

Não se sabe ao certo o que provocou o fogo nesta quarta-feira (26), mas a principal suspeita é de que os tradicionais andaimes de bambu que cercam os prédios tenham potencializado o incêndio, uma vez que são altamente inflamáveis.

Ainda conforme a agência, esse é o segundo episódio em menos de dois meses envolvendo edificações em Hong Kong com esse tipo de estrutura. Em outubro, um grande incêndio atingiu um arranha-céu comercial no centro da cidade, que teria sido causado por uma bituca de cigarro. Ninguém morreu nesse incidente.

O incêndio

O complexo Wang Fuk Court tem oito torres e mais de dois mil apartamentos, e sete foram afetados pelo incêndio.

O incêndio começou na tarde desta quarta-feira em Hong Kong, sendo madrugada no Brasil. Um balanço anterior indicava 55 mortos, mas foi atualizado para 65 óbitos.

O prédio passava por reformas antes de pegar fogo. O incêndio já foi debelado em quatro das oito torres de apartamentos, já outros três edifícios estão com chamas sob controle.

As imagens são impressionantes. Fotos e vídeos mostram o prédio totalmente destruído pelas chamas.

Três homens foram detidos, suspeitos de deixarem, de forma negligente, embalagens de espuma no complexo residencial durante as reformas.

Um porta-voz do governo de Hong Kong disse que 61 pessoas foram hospitalizadas, das quais 15 estavam em estado crítico, 27 em estado grave e 19 estáveis.

Moradores relataram à AFP que não ouviram nenhum alarme de incêndio e avisaram uns aos outros sobre as chamas. “Tocar a campainha, bater nas portas, alertar os vizinhos, dizer que deveriam sair... foi assim que aconteceu [...] O fogo se propagou muito rapidamente”, relatou um morador.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.