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Hezbollah ataca base militar de Israel após morte de líder do Hamas

Um dos ataques atingiu uma casa no distrito de Saida, localizado a cerca de 25 quilômetros da fronteira entre Israel e o Líbano

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Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, em discurso na TV
Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, em discurso na TV • AFP

O movimento libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirmou que lançou 62 foguetes contra uma base militar no norte de Israel neste sábado (6), em retaliação à morte do número dois do Hamas, Saleh al-Aruri, em Beirute, nesta semana.

"Como parte da resposta inicial ao crime do assassinato do grande líder, o xeque Saleh al-Aruri (...) a resistência islâmica (Hezbollah) atacou a base de controle aéreo de Meron com 62 mísseis de vários tipos", afirmou o grupo libanês, um aliado importante do movimento palestino Hamas.

Um dos ataques atingiu uma casa no distrito de Saida, localizado a cerca de 25 quilômetros da fronteira entre Israel e o Líbano, segundo a Agência Nacional de Informação (ANI). O Hezbollah anunciou que seis combatentes morreram hoje, sem divulgar detalhes.

Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, que começou após um ataque do grupo islamista no qual 1.140 pessoas morreram em território israelense, a fronteira entre Israel e o Líbano tem sido palco de combates entre as forças israelenses e o Hezbollah.

O assassinato de Aruri na última terça-feira, em um reduto do Hezbollah no sul de Beirute, levantou o temor de uma escalada dos conflitos. Israel não reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

O Exército israelense informou que detectou aproximadamente 40 lançamentos de foguetes desde o território libanês na manhã deste sábado. Sirenes antiaéreas soaram em cidades do norte de Israel e, posteriormente, nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

Em discurso feito ontem, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, alertou Israel que o grupo lançará uma resposta à Norte de Aruri.

Israel 'desmantela' estrutura militar em Gaza   

O Exército de Israel anunciou neste sábado que concluiu "o desmantelamento da estrutura militar do Hamas no norte da Faixa de Gaza” e que irá se concentrar no desmantelamento do movimento islamita palestino no centro e sul daquele território.

“Faremos de outra forma. Isso leva tempo, não existem atalhos na luta contra o terrorismo”, declarou em entrevista coletiva o general Daniel Hagari, porta-voz do Exército de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, insistiu em que “a guerra não terminará até que tenhamos alcançado todos os nossos objetivos”, como “a eliminação do Hamas”, o retorno dos reféns e que “Gaza não seja uma ameaça a Israel".

Agência France-Presse

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