Governo Trump prevê maior revogação em massa de vistos nos Estados Unidos
Medida de anular vistos B1 e B2 deve afetar até 200 mil estrangeiros que solicitaram ou estão em processo de pedido de asilo nos Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, deve revogar vistos de negócios e turismo de até 200 mil estrangeiros que solicitaram ou estão em processo de pedido de asilo no país. Caso a medida seja adotada, será a maior revogação coletiva de vistos da história dos EUA.
Nas próximas semanas, é esperado que o Departamento de Estado anuncie a revogação dos vistos B1 (Negócios) e B2 (Turismo e Tratamento Médico), emitidos entre 2016 e 2026. As pessoas afetadas são as que solicitaram asilo ou estejam no processo. A ação será realizada em coordenação com o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês).
A revogação não significa que os estrangeiros serão deportados imediatamente. A maioria das pessoas com pedidos de asilo em andamento deverá ter o status migratório alterado, mas perderá a condição de visitante de negócios ou turismo.
Trump ignora a Justiça e ordena formalizar taxa para vistos de alta qualificação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou, nessa segunda-feira (24), uma proposta de regulamentação para oficializar uma taxa de US$103.265 (cerca de R$ 531 mil) sobre novos vistos do tipo H-1B, destinados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. Atualmente, o custo para esse visto varia de US$ 2.000 a US$ 5.000.
A taxa já havia sido imposta pelo republicano no ano passado, porém, a Justiça dos Estados Unidos proibiu a cobrança, apontando ilegalidade. Em seguida, a Casa Branca apresentou um recurso, que vem sendo analisado por um tribunal de apelações.
Trump vem insistindo na aplicação da taxa, invocando o poder presidencial previsto na legislação federal de imigração para restringir a entrada de certos cidadãos estrangeiros cuja presença seria prejudicial aos interesses dos EUA.
Com isso, o presidente norte-americano determinou que o Departamento de Segurança Interna dos EUA adotasse regulamentações para tornar a taxa permanente. É esperado que a norma seja formalizada até o final do ano.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



