EUA: Trump ignora a Justiça e ordena formalizar taxa para vistos de alta qualificação
Casa Branca divulgou proposta para elevar taxa para a concessão do visto H-1B para US$ 103.265; Donald Trump afirma que empresas deixam de contratar cidadãos nacionais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou, nesta segunda-feira (24), uma proposta de regulamentação para oficializar uma taxa de US$103.265 (cerca de R$ 531 mil) sobre novos vistos do tipo H-1B, destinados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. Atualmente, o custo para esse visto varia de US$ 2.000 a US$ 5.000.
A taxa já havia sido imposta pelo republicano no ano passado, porém, a Justiça dos Estados Unidos proibiu a cobrança, apontando ilegalidade. Em seguida, a Casa Branca apresentou um recurso, que vem sendo analisado por um tribunal de apelações. Trump vem insistindo na aplicação da taxa, invocando o poder presidencial previsto na legislação federal de imigração para restringir a entrada de certos cidadãos estrangeiros cuja presença seria prejudicial aos interesses dos EUA.
Com isso, o presidente norte-americano determinou que o Departamento de Segurança Interna dos EUA adotasse regulamentações para tornar a taxa permanente. É esperado que a norma seja formalizada até o final do ano.
Mesmo que a política anti-imigratória liderada por Donald Trump tenha como alvo principal imigrantes em situação irregular no país, o republicano também é crítico do programa H-1B, argumentando que empresas o utilizam para substituir trabalhadores norte-americanos por mão de obra estrangeira mais barata. Entretanto, empresas afirmam que o visto supre a escassez de trabalhadores qualificados.
Programa H-1B
O programa H-1B permite que empregadores dos Estados Unidos contratem trabalhadores estrangeiros com formação em áreas especializadas e oferece 65 mil vistos anualmente, além de outros 20 mil para trabalhadores com diplomas de pós-graduação (mestrado ou doutorado), com validade de três a seis anos.
Até fevereiro deste ano, aproximadamente 70 empregadores haviam pago a taxa de de US$ 100 mil, segundo a imprensa internacional. A taxa também é contestada pela Câmara de Comércio dos EUA, or estados governados por democratas e por uma coalizão de sindicatos e empregadores.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



