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Fonte dos EUA diz que milhares de soldados da Coreia do Norte morreram em combate na Ucrânia

Oficial diz que militares russos e norte-coreanos tratam tropas como 'dispensáveis'

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Guerra na Ucrânia completa 100 dias nesta sexta-feira (3)
Guerra na Ucrânia contribuiu significativamente para o número de mortos em 2024 • Aris Messinis/AFP

Milhares de soldados da Coreia do Norte morreram ou ficaram feridos em combate na última semana na região de Kursk, na Rússia. O porta voz da Casa Branca, John Kirby, afirmou a repórteres, nesta sexta-feira (27), que os números são ainda maiores do que a quantidade divulgada anteriormente.

“Está claro que os líderes militares russos e norte-coreanos estão tratando essas tropas como dispensáveis e ordenando-as em ataques sem esperança contra as defesas ucranianas”, declarou Kirby. Na ocasião, ele também disse que o presidente Joe Biden provavelmente aprovará outro pacote de assistência para a Ucrânia nos últimos dias de mandato.

Dados anteriores

Um oficial militar dos EUA pontuou, no dia 17 deste mês, que a Coreia do Norte sofreu várias centenas de baixas enquanto lutava contra as forças ucranianas na região de Kursk, na Rússia. O parlamentar sul-coreano, Lee Seong-kweun, disse dois dias depois que ao menos 100 tropas norte-coreanas morreram em combate e e outras mil ficaram feridas.

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As perdas são atribuídas à falta de experiência das tropas norte-coreanas na guerra de drones e à falta de familiaridade com o terreno aberto onde estão participando da batalha, explicou Lee aos repórteres na ocasião.

Motivos da guerra

São muitos os motivos apontados para o início da guerra e as reais intenções de ambos os países ainda causam desentendimentos entre estudiosos e especialistas no tema.

Uma das principais causas para a eclosão da guerra seria a possibilidade da Ucrânia ingressar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma organização criada durante a Guerra Fria, que tem o objetivo de promover a cooperação político-militar e defesa mútua entre seus membros, entre eles os Estados Unidos.

O presidente russo Vladimir Putin justifica a invasão dizendo que tem o objetivo de “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia. A Rússia reconhece a independência das regiões Lugansk e Donetskm, que possuem uma forte presença russa e grupos separatistas.

*Sob supervisão de Enzo Menezes

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.