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Filha de brasileiros, copiloto de avião que caiu na Flórida não era responsável pelo voo; veja tudo que se sabe

Jato Learjet 60 decolou de Austin, capital do estado do Texas, e tinha como destino as Bahamas; tragédia foi registrada no último domingo (1º) e todas as nove pessoas que ocupavam aeronave morreram

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Filha de brasileiros, copiloto de avião que caiu na Flórida, não era responsável pelo voo; veja tudo que se sabe
Filha de brasileiros, copiloto de avião que caiu na Flórida, não era responsável pelo voo; veja tudo que se sabe • Reprodução/Redes Sociais

Nathalia Gadelha, filha de brasileiros, foi identificada como a copiloto de um jato que caiu no domingo (1º), na Flórida, nos Estados Unidos. Apesar da posição da jovem de 20 anos na aeronave, ela não era a responsável pelo voo. Ao todo, nove pessoas ocupavam o avião. Todas morreram. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, na sigla em inglês) realizou coletiva de imprensa sobre a tragédia nesta segunda-feira (2), divulgando as principais hipóteses levantadas sobre o caso até o momento.

Em reportagens divulgadas pela imprensa internacional, como o New York Post e TMZ, as vítimas foram identificadas. O capitão seria Jeff Gregory, de 55 anos. Junto a ele, estava Nathalia Gadelha, de 20.

A bordo estavam Adam Robinson, um empresário de tecnologia de 44, a esposa dele Helen e os dois filhos. A babá responsável pelas crianças e dois amigos do casal também estavam na aeronave, mas não tiveram os nomes revelados.

Vídeos gravados por pessoas que passavam pela região de Palm Beach registraram o momento da queda do avião. As imagens registram a aeronave mergulhando em direção ao solo antes de atingir o chão, perto de uma rodovia movimentada. Com o impacto, o jato explodiu imediatamente e provocou um incêndio de grandes proporções.

O jato Learjet 60, que decolou de Austin, capital do estado do Texas, e tinha como destino as Bahamas.

Confira, abaixo, tudo que se sabe até agora sobre a tragédia

Hipóteses da queda

O investigador sênior, Timothy Monville, divulgou nesta segunda-feira (2), que o NTSB trabalha com um plano de investigação para documentar as partes conhecidas fora do local principal do impacto.

Informações preliminares apontam que o avião se desintegrou enquanto ainda estava no ar. Uma das principais hipóteses levantadas é que as condições meteorológicas em altitude possam ter causado o acidente.

Por volta das 12h47 de domingo (1º), a 35 mil pés, a tripulação relatou enfrentar gelo leve e transparente e turbulência moderada, com temperatura externa de -47 °C.

Ao detectar precipitação, os pilotos solicitaram autorização para subir a 37 mil pés, o que foi aprovado pelo controle de tráfego aéreo.

O membro do NTSB, Thomas Chapman relatou que, "menos de 30 segundos depois, uma transmissão do avião anunciou a descida, seguida de um pedido de socorro. Por volta das 12h48min (horário do leste), o avião transmitiu: 'Estamos em condição de excesso de velocidade em descida'".

No entanto, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes reforçou que a investigação está em fase inicial e ainda é prematuro determinar causas exatas ou especular sobre responsabilidades. Uma equipe multidisciplinar foi mobilizada para os trabalhos.

Jatinho que ia para as Bahamas cai e mata nove pessoas na Flórida, nos EUA • Reprodução/ PBCFR
Jatinho que ia para as Bahamas cai e mata nove pessoas na Flórida, nos EUA • Reprodução/ PBCFR

Áudio registra desespero de copiloto antes da queda

Uma gravação das comunicações entre pilotos e controladores de tráfego aéreo registrou os momentos de desespero que antecederam a queda do jato.

O áudio, divulgado pelo site LiveATC.net, mostra a copiloto relatando dificuldades durante o voo e pedindo socorro antes de a aeronave atingir o solo.

Inicialmente, informou que enfrentava turbulência moderada e tentava encontrar condições mais estáveis. Em seguida, declarou emergência usando o código internacional de socorro "Mayday".

Durante a comunicação, relatou que o avião descia a uma velocidade de 10 mil pés por minuto, índice que chegou a 22 mil pés por minuto.

"Vamos nos chocar contra o chão!", gritou. Pouco depois, outro trecho da gravação registra o desespero a bordo: "Estamos sem tempo!". Os controladores tentaram manter contato com a aeronave, mas não receberam novas respostas.

Filha de brasileiros era copiloto

Nathalia Gadelha, de 20 anos, foi identificada pela família como a copiloto. A mãe da jovem, Camila Gadelha Corteleti informou à CNN Brasil que a filha estava trabalhando no momento do acidente.

A família é brasileira, mas reside na Flórida, onde Nathalia nasceu. "Ela era uma menina muito boa, responsável, esforçada, estava trabalhando. Ela era copiloto, não podia tomar nenhuma decisão", disse a mãe.

O padrasto dela, Thiago Corteleti, também disse que Nathalia tirou a licença para pilotar aos 17 anos, antes mesmo da carteira de motorista.

Ainda segundo o padrasto, ela se formou pela American Flyers, uma das escolas de aviação mais prestigiosas dos Estados Unidos, e já acumulava mais de 1.300 horas de voo.

Nathalia enviou mensagens para o namorado antes do avião em que ela estava cair. Ela avisou o companheiro, que também é piloto, que enfrentava turbulência durante o voo. As informações são do New York Post.

A reportagem indica uma conversa com o padastro da jovem. Ele relatou que a mensagem foi enviada por volta das 12h40 no horário de Miami (14h40 no horário de Brasília). O avião caiu dez minutos depois.

"Ela apenas disse: 'Estou enfrentando turbulência, há formação de gelo'", contou Thiago Corteleti.

Nathalia Filgueiras, de 20 anos, nasceu nos Estados Unidos, mas tem família brasileira • Reprodução/Redes sociais
Nathalia Filgueiras, de 20 anos, nasceu nos Estados Unidos, mas tem família brasileira • Reprodução/Redes sociais

Passageiros e tripulação são identificados

Na tarde desta segunda-feira (2), reportagens divulgadas pela imprensa internacional informaram a identidade das vítimas:

  • Jeff Gregory, de 55 anos: capitão da aeronave
  • Nathalia Gadelha, de 20 anos: copiloto
  • Adam Robinson, de 55 anos: passageiro
  • Helen Robinson, sem idade revelada: passageira

Até a última atualização desta reportagem, os filhos do casal, dois amigos e a babá, que também estavam a bordo, não tiveram os nomes e idades confirmados. As informações são do New York Post e TMZ.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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