Faixa de Gaza: Israel proíbe acesso de 37 ONGs humanitárias na região
Medida atinge organizações como Médicos Sem Fronteiras e Oxfam e é criticada por ONU e União Europeia

Israel confirmou, nesta quinta-feira (1º), a proibição do acesso de 37 organizações de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Entre as entidades afetadas estão Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Oxfam.
Segundo o governo israelense, a decisão é uma resposta à recusa das ONGs em divulgar uma lista com os nomes de seus funcionários. A exigência faz parte de uma nova regulamentação anunciada em março.
De acordo com Israel, as organizações tiveram prazo até a meia-noite de quarta (31) para quinta-feira (1º) para cumprir as normas. As que não atenderam às exigências tiveram suas licenças suspensas.
Em comunicado, o Ministério da Diáspora israelense afirmou que a principal falha identificada foi a negativa em fornecer informações completas e verificáveis sobre os funcionários das ONGs.
A assistência humanitária é bem-vinda, a exploração dos marcos humanitários com fins de terrorismo não é.
Além de Médicos Sem Fronteiras e Oxfam, também estão entre as organizações afetadas o Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), a World Vision International e a CARE.
Em nota enviada à AFP, a MSF afirmou que adota políticas internas rigorosas para evitar desvios de ajuda ou vínculos com grupos armados.
A organização explicou, no entanto, que não enviou a lista de funcionários por não ter recebido garantias e esclarecimentos sobre o uso dessas informações, classificando o pedido como “preocupante”.
O movimento islamista palestino Hamas classificou a decisão israelense como um “comportamento criminoso” e afirmou que a medida representa uma escalada perigosa e um desrespeito ao sistema humanitário.
Acordo de cessar-fogo
Um cessar-fogo frágil está em vigor na Faixa de Gaza desde outubro, após a ofensiva israelense iniciada em resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Apesar do acordo prever a entrada de 600 caminhões de ajuda humanitária por dia, apenas entre 100 e 300 veículos conseguem acessar o território, segundo dados das ONGs e da ONU.
Com agência AFP
Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.



