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Trump anuncia criação de ‘Força de IA’ e diz que vai nomear ‘czar’ para tecnologia

Presidente americano afirmou que o governo não pretende frear o desenvolvimento da inteligência artificial e voltou a defender a expansão dos data centers

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Donald Trump na Casa Branca
Presidente dos EUA, Donald Trump • Casa Branca/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (19) a criação de uma “Força de IA” e afirmou que pretende nomear em breve um “czar” para coordenar as políticas do governo relacionadas à inteligência artificial.

Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que o governo não pretende impedir ou desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Segundo o presidente, eventuais irregularidades cometidas por empresas poderão ser tratadas com base nas leis civis e criminais já existentes.

“Não vamos, de forma alguma, impedir ou frear o crescimento desta indústria incrível. Pelo contrário, vamos valorizá-la, apoiá-la e garantir que continue crescendo”, escreveu.

Trump comparou a iniciativa à criação da Força Espacial, durante seu primeiro mandato. Ele também afirmou que a inteligência artificial poderá representar até 25% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, mas não apresentou prazo ou fonte para essa estimativa.

Debate sobre segurança da inteligência artificial

O anúncio ocorre em meio ao debate sobre a velocidade de desenvolvimento dos sistemas mais avançados de inteligência artificial.

No sábado passado (12), o executivo-chefe da Anthropic, Dario Amodei, defendeu que as empresas reduzam o ritmo de avanço da capacidade dos modelos para ampliar as medidas de segurança. O executivo-chefe da OpenAI, Sam Altman, e Elon Musk, da xAI, também se manifestaram favoravelmente à desaceleração.

Durante a semana, Trump rejeitou os alertas e afirmou que os Estados Unidos já possuem instrumentos legais para responsabilizar empresas por eventuais danos causados pela tecnologia.

Trump defende expansão dos data centers

Na publicação deste sábado, Trump voltou a defender a expansão dos data centers, estruturas que concentram a infraestrutura computacional utilizada no desenvolvimento e na operação de sistemas de inteligência artificial.

Segundo o presidente, essas instalações geram empregos com salários mais altos, arrecadação e benefícios para as comunidades onde são construídas.

A expansão dos data centers, porém, tem ampliado nos Estados Unidos o debate sobre o consumo de energia e sobre quem deve arcar com os investimentos necessários para atender ao aumento da demanda elétrica.

Na quarta-feira (16), a Câmara dos Representantes aprovou, por 417 votos a 3, o Ratepayer Protection Act. O projeto determina que reguladores estaduais considerem se grandes consumidores de energia, incluindo data centers, devem pagar pelos custos adicionais da infraestrutura elétrica necessária para atendê-los.

Na sexta-feira (18), Trump afirmou que discutia com o líder da maioria republicana no Senado, John Thune, o avanço da proposta.

Quem será o novo “czar” da IA?

A função de “czar” da inteligência artificial já existiu no governo Trump. David Sacks deixou, em março, o posto de responsável da Casa Branca pelas políticas de IA e criptomoedas, após o encerramento de seu período como funcionário especial do governo.

Sacks passou a atuar como copresidente do Conselho de Assessores de Ciência e Tecnologia da Presidência. Trump não informou quem pretende nomear para a nova função.

Disputa tecnológica com a China

Trump também citou a disputa tecnológica com a China ao defender a expansão da inteligência artificial nos Estados Unidos.

“Estamos à frente da China e do restante do mundo, e pretendo manter essa liderança”, afirmou.

A inteligência artificial está entre os temas das conversas entre Washington e Pequim antes do encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, marcado para 24 de setembro, em Washington.

“A IA é a próxima Revolução Industrial, ou a próxima internet, mas será ainda maior e terá impacto ainda maior”, escreveu Trump.

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