EUA oferecem 15 anos de segurança para a Ucrânia, que pede prazo maior
Governo ucraniano diz que a lei marcial imposta no país só será retirada caso haja garantia de segurança

Durante as negociações no fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu garantias de segurança "sólidas" à Ucrânia por 15 anos, porém, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou nesta segunda-feira (29) que solicitou um prazo mais longo.
A dupla se reuniu neste domingo (28) na Flórida para avançar em um possível acordo para dar fim à guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022.
"Eu realmente queria que as garantias fossem mais longas. Eu disse a ele que realmente queremos considerar a possibilidade de 30, 40, 50 anos", disse Zelensky em uma entrevista coletiva virtual.
Donald Trump disse que pensaria na possibilidade.
O fim da lei marcial na Ucrânia dependerá das garantias de seguranças impostas durante o acordo. A lei proíbe que homens ucranianos de 25 a 60 anos abandonem o país, salvo quando recebem uma autorização especial. Ela foi imposta desde a invasão russa.
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"Sem garantias de segurança, não se pode considerar que esta guerra tenha realmente terminado", acrescentou.
Zelensky afirmou que qualquer acordo para acabar com a guerra "deve ser assinado por quatro partes: Ucrânia, Europa, EUA e Rússia". Ele também disse que espera que autoridades norte-americanas e europeias se reúnam em breve na Ucrânia.
"Estamos todos firmemente decididos a fazer com que as reuniões que mencionei aconteçam em janeiro. Depois disso, acredito que, se tudo avançar pouco a pouco, haverá um encontro, de uma forma ou de outra, com os russos", concluiu.
*Com AFP
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



