EUA declara apoio ao Equador 'para lidar com onda de violência', diz porta-voz da Casa Branca
País latino-americano está em 'conflito armado interno' após ataques de organizações criminosas

Os Estados Unidos estão dispostos a colaborar com o Equador para 'lidar com a violência'. Em declaração nesta quarta-feira (10), o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby descartou 'um apoio militar'.
'Estamos dispostos a tomar medidas concretas para melhorar nossa cooperação com o governo do Equador à medida que começa a lidar com a violência', disse Kirby.
Onda de violência
Pelo menos 13 pessoas, incluindo dois policiais baleados em Nobol, na província equatoriana de Guayas, morreram até agora na onda de violência sem precedentes desencadeada por organizações criminosas no Equador.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou que o país está em 'conflito armado interno'. A medida tem o objetivo de enfrentar grupos de narcotraficantes e 'neutralizar' organizações criminosas que impõem uma nova onda de terror no país.
A onda de violência deu início após a possível fuga do presídio do líder da principal facção criminosa do Equador. Adolfo Macías, conhecido como 'Fito' não foi encontrado na penitenciária do porto de Guayaquil durante operação de revista no domingo (7).
Fito, chefe da facção mais temida do Equador, estava detido na Prisão Regional de Guayaquil, onde cumpria, desde 2011, pena de 34 anos por crime organizado, narcotráfico e homicídio.
O Ministério das Relações Exteriores disse, em um comunicado divulgado na noite desta terça-feira (9), que acompanha com preocupação e condena as ações de violência no Equador. O Itamaraty manifestou solidariedade ao governo do presidente Daniel Noboa, e ao povo equatoriano, diante dos ataques criminosos. O governo federal disse que acompanha a situação dos cidadãos brasileiros que vivem no Equador.
*Com informações da AFP
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



