Espanha restringe aviões dos EUA em espaço aéreo por guerra no Irã
Presidente do país, Pedro Sánchez já afirmou ser contra o conflito que segue há mais de um mês no Oriente Médio

A Espanha não permitirá o uso do espaço aéreo dela por aviões militares americanos que participam na guerra do Irã, anunciou a ministra da Defesa do governo de Pedro Sánchez, Margarita Robles.
O governante de centro-esquerda já expressou oposição frontal ao conflito, o que rendeu atritos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou cortar toda a relação comercial com a Espanha.
"Não são autorizadas as bases e, naturalmente, também não é autorizada a utilização do espaço aéreo espanhol para ações relacionadas com a guerra no Irã", afirmou Robles, em um comunicado transmitido à Agência France-Presse pelo Ministério da Defesa, que confirma uma informação antecipada pelo jornal El País.
"Não vamos autorizar desde o início, já dissemos, a utilização das bases de Morón e Rota para nenhum ato relativo à guerra do Irã", insistiu Robles, mencionando as duas bases militares conjuntas Espanha-EUA localizadas no sul do país.
"Desde o primeiro momento, a decisão foi transmitida de maneira muito clara ao Exército americano e às forças americanas", acrescentou a ministra, que descreveu a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel como "profundamente ilegal e profundamente injusta".
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Segundo o jornal El País, o Exército dos Estados Unidos pode seguir utilizando as bases para os usos previstos no acordo bilateral, como o de prestar assistência às tropas americanas na Europa.
O jornal explica que a recusa espanhola complica as operações dos Estados Unidos, cujos bombardeiros precisam decolar de mais longe e alterar a quantidade de querosene e bombas que transportam.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Alex Araújo)
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.


