Discurso de Trump: especialista avalia o que faltou na fala do presidente dos EUA
No primeiro discurso como 47º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump mencionou vários pontos importantes como a imigração e a 'Era de Ouro', porém alguns faltaram

O primeiro discurso de Donald Trump como 47º presidente dos Estados Unidos foi marcado por vários pontos, como a imigração e a 'Era de Ouro'. Porém alguns elementos importantes faltaram na fala do republicano, na avaliação do professor de Relações Internacionais e Cientista Político, Osvaldo Dehon.
Na transmissão da posse de Trump no YouTube da Itatiaia, o especialista apontou o que faltou no primeiro discurso do presidente que assume o segundo mandato. Para Dehon, Trump não explica como será a nova ordem internacional - com o aumento da taxação - que promete que os Estados Unidos sejam maiores no aspecto expansionista.
'Ele está dizendo que vai fazer com que o EUA sejam grandes a partir de uma experiência expansionista mas não sinalizou como vai ser uma ordem internacional tendo como o centro os EUA. E esse é um problema para uma potência do tamanho que o país é', pontua Dehon.
'Uma ordem nova que os Estados Unidos emergiriam como o centro de um grande arranjo político mas desinstitucionalizado. É o grande desafio que eles tem que construir'
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Impacto no Brasil
O cientista político também comentou qual seria o impacto da taxação de produtos - um dos pontos do governo Trump - no Brasil. Dehon afirma que a nova política pode impactar não só governo brasileiro mas também várias regiões do mundo.
'Se Trump aumentar os preços nos Estados Unidos, nós podemos perder muitos empregos aqui [no Brasil]. Nós somos dependentes de exportações, precisamos exportar não apenas para os EUA mas para outras regiões do planeta. E aquilo que for feito nos EUA também pode interferir na Ásia, nosso principal mercado exportador', afirma Dehon.
Para o professor é importante observar o que vai acontecer com a China e outros países próximos no continente asiático.
'Mas é claro que o governo brasileiro vai ter que tomar medidas em caso de elevação de alíquotas para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano, como o café, suco de laranja, e soja', pontua.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



