Cuba avalia preparação militar em meio a tensões com os Estados Unidos
É a primeira vez que uma reunião do Conselho de Segurança Nacional é divulgada desde 2 janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado em Caracas durante uma ação militar norte-americana

O Conselho de Defesa Nacional de Cuba se reuniu para avaliar uma preparação militar em caso de guerra, motivado pela crescente tensão com os Estados Unidos. A reunião foi divulgada pela imprensa estatal neste domingo (18).
O encontro, que aconteceu no último sábado (17), teve como objetivo "analisar e aprovar os planos e medidas para a passagem ao Estados de Guerra", informou o comunicado. O Conselho de Defesa Nacional está encarregado de assumir o controle do país em circunstâncias excepcionais, como conflitos ou desastres naturais.
Ainda segundo o comunicado, a atividade "faz parte da preparação do país sob a concepção estratégica da Guerra de Todo o Povo", termo utilizado pelas autoridades para a mobilização de civis em caso de confronto armado.
Leia mais:
- União Europeia estuda romper acordos comerciais com os EUA após ameaça à Groenlândia
- Canadense morreu ‘nas mãos de autoridades iranianas’, diz chanceler
- Irã suspendeu 800 execuções de manifestantes após ameaças de Trump, afirmam EUA
De acordo com a agência de notícias local Prensa Latina, a reunião ocorreu no "Dia Nacional da Defesa", data em que "as forças populares foram treinadas para enfrentar qualquer agressão". Esse tipo de mobilização é realizado frequentemente na ilha.
O Conselho de Defesa Nacional é liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel. Embora o comunicado não especifique os participantes da reunião, ele indica que o líder revolucionário Raúl Castro, de 94 anos, "esteve a par da atividade, que qualificou como boa e eficiente".
Trump intensifica ameaças contra cuba
Esta é a primeira reunião do Conselho de Defesa Nacional divulgada desde 2 de janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado em Caracas, durante uma operação militar comandada pelos Estados Unidos.
O presidente Donald Trump intensificou as ameaças contra Cuba após a ação na Venezuela. Durante a operação, 32 soldados cubanos morreram. Parte dos militares integravam a equipe de segurança de Maduro.
Trump disse que Havana deve "alcançar um acordo" com os Estados Unidos, ou enfrentar consequências que não foram especificadas. Ele ainda sugeriu que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, seja o presidente do país.
Na última semana, Díaz-Canel negou a existência de conversas com Washington, como o republicano havia dito.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



