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Conheça o cardeal maltês Mario Grech, que pode ser eleito papa

O ex-bispo de Gozo, segunda maior ilha do pequeno arquipélago mediterrâneo de Malta, compartilha visões parecidas com as defendidas durante o pontificado de Francisco

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O Cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, enquanto participa da missa de encerramento da 16ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, na Basílica de São Pedro, em 29 de outubro de 2023, no Vaticano

Mario Grech, de 68 anos, é um dos cardeais favoritos para substituir o Papa Francisco. O nome é uma opção forte entre os que desejam uma 'continuidade do pontificado de Francisco'. O cardeal é também ex-bispo de Gozo, a segunda maior ilha do pequeno arquipélago mediterrâneo de Malta. Desde a ordenação, Grech ascendeu rapidamente até chefiar o secretariado do Vaticano, responsável por administrar os sínodos.

Como bispo de Gozo, o cardeal desempenhou um papel importante durante o sínodo sobre o futuro da Igreja convocado por Francisco. Na assembleia, Grech exerceu a função de secretário-geral. O sínodo deliberou sobre questões emblemáticas como o lugar das mulheres e dos divorciados que voltariam a se casar.

Na ocasião, o cardeal foi uma espécie de equilibrista. Com certa diplomacia, seguiu o desejo do papa argentino de criar uma Igreja aberta e vigilante, ao passo em que também reconheceu as preocupações conservadoras.

Em novembro de 2020, o maltês foi elevado ao posto de cardeal. Falante de maltês, inglês e italiano, Grech tem opiniões contrastantes em relação ao apoio a união entre pessoas de mesmo sexo e divorcio. No entanto, alguns vaticanistas avaliam as mudanças como uma demonstração da capacidade do cardeal de se transformar e adaptar.

Durante parte de seu período como Bispo de Gozo, Grech era conhecido por sua posição conservadora. No entanto, posteriormente, o cardeal apoiou Francisco em declarações favoráveis às uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.

Apesar das controvérsias, o Grech foi um confidente leal e confiável do Papa Francisco, com quem compartilha uma visão muito semelhante para o futuro da Igreja, segundo vaticanistas.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo