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Casa Branca presta homenagem a Charlie Kirk, um ano após a morte do conservador aliado de Trump

Charles James Kirk foi atingido por um tiro enquanto participava de um evento universitário em Utah; homem havia se tornado uma figura relevante do conservadorismo moderno estadunidense

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Na foto, Charlie Kirk
Na foto, Charlie Kirk • OLIVIER TOURON/AFP

Charlie Kirk — figura central no conservadorismo jovem dos Estados Unidos — foi morto há um ano, em 10 de setembro de 2025, atingido por um tiro enquanto participava de um evento universitário em Utah. Nesta quinta-feira (10), a Casa Branca publicou uma homenagem ao homem, conhecido por ter sido um aliado de Donald Trump.

Nas redes sociais, a Casa Branca divulgou uma imagem de uma pintura que retrata Charlie Kirk, com a legenda: "Viver livre é maior dávida, mas morrer livre é a maior vitória. Sentimos sua falta, Charlie".

Após o atentado, o consevador, de então 31 anos, foi socorrido após o disparo, mas teve o óbito confirmado no hospital. Tyler Robinson, um homem de 23 anos, é acusado pelo homicídio e está preso.

Quem foi Charlie Kirk?

Kirk era aliado de Trump e se tornou uma figura influente no movimento “MAGA” (sigla de Make America Great Again) • Reprodução
Kirk era aliado de Trump e se tornou uma figura influente no movimento “MAGA” (sigla de Make America Great Again) • Reprodução

Charles James Kirk nasceu em 14 de outubro de 1993, em Arlington Heights, Illinois. Desde jovem, envolveu-se com temas políticos e ganhou notoriedade entre círculos conservadores. Ele abandonou os estudos universitários para dedicar-se à militância conservadora.

Kirk se tornou figura influente no movimento “MAGA” (sigla de Make America Great Again), articulando jovens, participando de debates universitários e construindo uma rede de organizações políticas, mídia e ativismo.

Em 2012, quando tinha 18 anos, foi fundada a Turning Point USA, buscando mobilizar estudantes em universidades e colégios para pautas conversadoras como livre mercado, patriotismo e valores tradicionais. A organiação cresceu e sucursais foram criadas: Turning Point Action (para envolvimento eleitoral) e a Turning Point Faith (com foco religioso).

Turning Point se tornou conhecida especialmente pela ação "Professor Watchlist" — uma lista de docentes que, segundo a organização, promovem doutrinação liberal nas universidades.

As princiapis ideias de Charlie Kirk envolvem tendências do conservadorismo moderno estadunidense:

  • Cristianismo e nacionalismo religioso: Kirk compartilhava uma visão política associada à fé cristã e defendeu que os EUA seriam uma “nação cristã” de fato.
  • Direitos de armas: era defensor firme do direito à posse de armas, contrário a controles mais rígidos, e chegou a declarar que parte do "custo" de garantir tal direito poderia incluir mortes.
  • Críticas à imigração e "privilégio branco": alegava que eram ideias enviesadas que prejudicavam a população branca.
  • Oposição a políticas de diversidade: considerava que programas de diversidade e inclusão infectavam instituições acadêmicas e o setor público.
  • Teorias de conspiração e discurso polarizador: foi criticado por propagar ideias como “marxismo cultural”, suspeitas sobre fraudes eleitorais e por uso intenso de retórica provocativa.
  • Ativismo estudantil e protagonismo jovem: acreditava que jovens deveriam ser atores políticos ativos e que a virada cultural ocorreria nas universidades.

As ideias despertaram críticas que apontavam que o discurso de Charlie Kirk contribuiu para a polarização política e disseminação de desinformações.

Se aproximando de lideranças políticas, especialmente do movimento Trumpista, Krik ganhou influência direta no Partido Republicano. Em 2025, ele chegou a ser nomeado para o Board of Visitors da Academia da Força Aérea dos EUA.

Assassinato

• Divulgação/ FBI e OLIVIER TOURON/AFP
• Divulgação/ FBI e OLIVIER TOURON/AFP

Em 10 de setembro de 2025, Charlie Kirk discursava em um evento ao ar livre na Utah Valley University, nos Estados Unidos, quando foi atingido no pescoço por um disparo feito de um telhado a aproximadamente 120 metros de distância. Ele foi socorrido, mas não resistiu ao ferimento.

A suspeita de crime político motivou a investigação do caso. Dois dias após a morte do conservador, a polícia anunciou a prisão de um homem de então 22 anos, Tyler Robinson. Autoridades apontam que ele confessou o crime à sua família e sinalizava descontentamento ideológico com as posições de Kirk.

Tyler Robinson foi indiciado por homicídio agravado e crime com uso de arma de fogo. Também foram mencionados crimes adicionais associados, como obstrução de justiça e porte ilegal de arma.

Pouco antes do caso completar um ano, em 1º de setembro de 2026, o acusado declarou-se inocente durante uma audiência. Na sessão, o juiz decidiu que a acusação pode levar o homem à pena de morte.

Uma nova audiência para definir a data de início do julgamento está prevista para 23 de outubro.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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