Rússia bombardeia shopping na Ucrânia; autoridades indicam três mortos e 34 feridos
Ataque aconteceu no Leste do país, uma das regiões em que o conflito se estabilizou, alvo de combates intensos de artilharia e disputas de fronteira

Um bombardeio comandado pela Rússia, nesta quinta-feira (10), teve como alvo um shopping no Leste da Ucrânia, uma das regiões mais atingidas pela guerra, deixando três mortos e 34 feridos, segundo divulgado pelo Ministério Público ucraniano. O estabelecimento fica na cidade de Pavlograd, no estado de Dnipropetrovsk.
Nas redes sociais, o ministro do Interior da Ucrânia condeou sobre o ataque: "Há cerca de uma hora, os russos atacaram um centro comercial localizado no centro de Pavlograd. Em plena luz do dia, quando as ruas estavam cheias de gente".
O Ministério Público da Ucrânia informou que o número de feridos ainda pode aumentar, indicando que vários estabelecimentos comerciais e veículos foram danificados.
Até a última atualização desta reportagem, Moscou não havia se manifestado sobre a acusação.
Guerra na Ucrânia
A guerra entre Rússia e Ucrânia é o maior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, impulsionado por disputas geopolíticas, pretensões territoriais e a oposição russa à aproximação da Ucrânia com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia (UE).
- Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente russo Vladimir Putin ordenou uma invasão em larga escala por múltiplas frentes (norte, leste e sul).
- A tentativa russa de capturar a capital Kiev e derrubar o governo do presidente Volodymyr Zelensky fracassou diante da resistência ucraniana, forçando as tropas russas a recuar do norte do país.
- O conflito estabilizou-se no leste (Donbas) e sul (Zaporizhzhia e Kherson), caracterizado por combates intensos de artilharia e disputas de fronteira.
- As estimativas exatas de mortes na guerra da Ucrânia variam consideravelmente. Tanto Moscou quanto Kiev mantêm dados militares sob rígido sigilo por razões de segurança e propaganda militar. Mas, a ONU indica mais de 16.800 civis mortos. O somatório de baixas militares e civis ultrapassa a marca de 1,5 a 2 milhões de pessoas.

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



