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Casa Branca diz que presidente do Irã, Ebrahim Raisi, tinha ‘muito sangue nas mãos’

Ebrahim Raisi integrava uma lista de sancionados pelos Estados Unidos. Apesar disso, o país enviou uma mensagem de condolências

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Com a a morte do presidente Ebrahim Raisia, Irã vive um período de incerteza política sem uma liderança importante • Divulgação / República Islâmica do Irã

Depois da morte do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, em um acidente de helicóptero no nordeste do país, a Casa Branca se manifestou dizendo que ele tinha “muito sangue nas mãos”. O comentário aconteceu no mesmo dia em que o governo iraniano anunciou a morte do político, nesta segunda-feira (20).

Apesar disso, o governo americano apresentou as suas condolências. De acordo com informações da Agence France-Presse (AFP), o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, que foi quem se pronunciou, também disse a jornalistas que Ebrahim Raisi era um responsável por abusos “atrozes” contra os direitos humanos no Irã, além de apoiar aliados regionais, incluindo o Hamas.

Luto no Irã

No Irã, a comoção com a morte do líder político, que aconteceu nesse domingo (19), permanece. O país declarou, nesta segunda (20), cinco dias de luto. Ebrahim Raisi estava no poder há três anos e era considerado um dos favoritos à sucessão do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

Com a morte de Raisi, Khamenei designou como presidente interino o primeiro vice-presidente, Mohammad Mokhber, enquanto o país organiza eleições em um prazo máximo de 50 dias. Outro fator que torna a situação na região ainda mais instável politicamente é a guerra em Gaza, entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas.

O funeral do presidente, ainda conforme a AFP, começa nesta terça (21), seguido por um cortejo fúnebre em Teerã, no dia seguinte. Nesta segunda, milhares de iranianos se reuniram na praça Valiasr, na capital do Irã, e as bandeiras estão a meio mastro no país.

Atenção da comunidade internacional

A situação está sendo monitorada de perto pela comunidade internacional, em especial pelos Estados Unidos, Rússia, China e países vizinhos ao Irã.

O presidente russo, Vladimir Putin, prestou homenagem a um “político notável” e “verdadeiro amigo da Rússia”. Já o presidente sírio, Bashar Al Assad, expressou “solidariedade” a Teerã, que apoia a Síria em sua guerra civil.

A Venezuela manifestou sua “profunda consternação”, já que Ebrahim Raisi era um aliado-chave do governo de Nicolás Maduro. O presidente da China, Xi Jinping, também se manifestou, dizendo que se trata de “uma grande perda para o povo iraniano”. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan, declarou um dia de luto nacional em seu país.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas observou um minuto de silêncio nesta segunda. O Departamento de Estado em Washington, apesar da inimizade do país com o Irã, enviou uma mensagem de condolências ao país. Raisi estava em uma lista de sancionados pelos Estados Unidos.

* Sob supervisão de Enzo Menezes

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.