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Biden retira Cuba de lista de patrocinadores do terrorismo; Brasil celebra decisão

Medida é tomada a menos de uma semana da posse de Donald Trump

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Ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de 82 anos, está tratando um câncer de próstata

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou, nesta terça-feira (14), a flexibilização de sanções contra Cuba. O pacote, a poucos dias antes da posse de Donald Trump, inclui a reversão de várias políticas implementadas por Trump, como a retirada de Cuba da lista de patrocinadores estatais do terrorismo e o fim das restrições a transações financeiras envolvendo militares e integrantes do regime cubano, informou um alto funcionário da Casa Branca.

A medida busca facilitar a libertação de prisioneiros políticos em Havana.

Cuba foi incluída na lista de patrocinadores estatais do terrorismo em 1982, durante o governo Ronald Reagan. Em 2015, na gestão de Barack Obama, o país foi removido como parte do processo de reaproximação diplomática com os Estados Unidos.

BRASIL CELEBRA

A decisão americana foi celebrada pelo governo brasileiro. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores diz que as medidas de alívio adotadas pelos Estados Unidos "vão no sentido correto e constituem ato de reparação e de restabelecimento da justiça e do direito internacional".

Leia, abaixo, a íntegra da manifestação do Itamaraty:

"O governo brasileiro recebeu, com grande satisfação, a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar sua designação unilateral de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, suspender a aplicação do Título III da Lei Helms-Burton e eliminar restrições para o relacionamento entre indivíduos e entidades norte-americanos com congêneres cubanos.

O governo brasileiro sempre sublinhou, tanto em suas manifestações públicas nos foros multilaterais e regionais quanto em seu diálogo com o governo norte-americano, ser injusta e injustificada a manutenção de Cuba em uma lista unilateral de países que promovem o terrorismo, quando é de amplo conhecimento que Cuba colabora ativamente para a promoção da paz, do diálogo e da integração regional.

Muito embora parciais e limitadas, as medidas de alívio adotadas pelos Estados Unidos vão no sentido correto e constituem ato de reparação e de restabelecimento da justiça e do direito internacional.

O governo brasileiro faz votos de que essas medidas possam apontar o caminho para um padrão de relacionamento construtivo entre Cuba e Estados Unidos, baseado no diálogo, na cooperação e no respeito às normas internacionais."

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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.

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