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Avião retido na França com passageiros indianos aterrisa em Mumbai

Voo foi alvo de investigação por suspeita de envolvimento em esquema de tráfico humano

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Imagem ilustrativa - Avião
Imagem ilustrativa - Avião  • Banco de Imagens I Pixabay

Um avião com centenas de passageiros indianos retidos desde quinta-feira (21) em um aeroporto perto de Paris, por suspeita de tráfico humano em massa, aterrissou nesta terça-feira (26), em Mumbai.

O avião da empresa romena Legend Airlines, que seguia dos Emirados Árabes Unidos para a Nicarágua, foi bloqueado durante uma escala para abastecimento no aeroporto de Vatry, que fica há 150 km de Paris.

Segundo o site especializado Flightradar, a Legend Airlines é uma pequena empresa que possui uma frota de quatro aviões.

A aeronave partiu para Munbai, que não era seu destino original, ontem (25) com 276 dos 303 passageiros que estavam a bordo inicialmente.

O avião aterrissou na índia pouco depois das 4h no horário local, segundo o site FlightRadar24.

Denúncia anônima

A viagem para a Índia foi autorizada após quatro dias de investigações e interrogatórios na França.

A aeronave foi retirada após uma denúncia anônima de que os passageiros eram vítimas de uma rede de tráfico de pessoas.

O aeroporto de Vatry se transformou em um “dormitório gigante” para abrigar os passageiros durante as investigações .

Eles ficaram em habitações usadas pelo serviço de Defesa Civil, com camas individuais, banheiros e chuveiros.

Do contingente inicial, 25 solicitaram asilo na França, e dois foram detidos para interrogatório, embora tenham sido liberados logo depois, de acordo com fontes judiciais.

Entre os passageiros que pediram asilo, estão cinco dos 11 menores desacompanhados que estavam no voo.

A investigação acredita que eles eram trabalhadores indianos que pretendiam chegar à América Central para tentar entrar, de forma irregular, nos Estados Unidos ou no Canadá.

"Várias pessoas não querem ir para a Índia. Estão muito insatisfeitas, querem ir para a Nicarágua", disse a advogada da companhia aérea, Liliana Bakayoko.

Os passageiros afirmaram que a viagem tinha fins turísticos.

"Situação surpreendente"

Os oficinas ainda não sabem se o caso se trata de tráfico de seres humanos ou de migrantes.

“Mesmo assim, eles (os passageiros) ficaram retidos em um aeroporto, por três noites e três dias. 303 pessoas que faziam uma escala: homens, mulheres e crianças. É algo surpreendente", disse à AFP Geneviève Colas, coordenadora de Secours Catholique-Caritas do Coletivo contra o Tráfico de Pessoas.

"Se foram vítimas de tráfico, não é normal fazê-los partir para outro país", acrescentou.

A Justiça descartou indiciar as duas pessoas interrogadas nesta segunda-feira (25) por suspeita de envolvimento com uma rede de tráfico de humanos.

Os dois, nascidos em 1984 e 2000, respectivamente, foram libertados, com "status" de "testemunhas assistidas".

*Com informações da AFP

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