Após morte de presidente, Irã tem eleição com menor participação desde a Revolução Islâmica de 79
Reformista e ultraconservador vão se enfrentar nas urnas, em segundo turno que ocorre em uma semana

Com uma participação de menos de 40% dos eleitores aptos a votarem, o Irã definiu os dois candidatos que irão ao segundo turno, marcado para o dia 5 de julho. As eleições ocorrem depois da morte do então presidente Ebrahim Raisi, em 19 de maio deste ano, em um acidente de helicóptero.
Pouco mais de 24 milhões de iranianos foram às urnas para a eleição em primeiro turno. O candidato reformista Masud Pezeshkian obteve 42% dos votos e foi seguido de perto pelo ultraconservador Said Jalili. Outros dois candidatos participaram das eleições: o presidente do Parlamento, Mohamad Bagher Ghalibaf, também conservador, e o religioso Mostafa Purmohammadi.
De acordo com a AFP, Ghalibaf já anunciou apoio a Jalil para o segundo turno, que ocorre em apenas uma semana.
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"Peço a todas as forças revolucionárias e aos meus apoiadores que tentem eleger o candidato da frente revolucionária", declarou.
Presidente morreu em acidente
A eleição para a escolha do novo presidente do Irã ocorre mais de um ano antes do previsto devido a um trágico acidente que vitimou Ebrahim Raisi, em 19 de maio. Ele viajava de helicóptero após participar de uma agenda conjunta com o ditador do Azerbaijão, Ilham Aliyev, na província de Azerbaijão Oriental, no norte do país, quando o equipamento fez um pouso forçado.
No acidente, tanto Raisi como o ministro de Relações Exteriores do Irã Hossein Amirabdollahian morreram.
(com informações de Agências)
Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.



