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Ann Widdecombe, ex-ministra do Reino Unido, é encontrada morta em casa; suspeito é preso

Ex-parlamentar foi encontrada com ferimentos graves, após policiais serem acionados por vizinhos, no sudoeste da Inglaterra; caso é tratado como homicídio, mas aparentemente, não há indícios de motivação política ou terrorismo

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A ex-ministra do Reino Unido, Ann Widdecombe
A ex-ministra do Reino Unido, Ann Widdecombe • Dave Benett / Best Heroes Awards 2025

A ex-ministra do Reino Unido, Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta na própria casa na tarde dessa quinta-feira (8). Um homem, de 26, foi preso suspeito de ter cometido o crime, nesta sexta-feira (10).

O caso está sendo tratado como homicídio, mas as autoridades locais afirmaram que, até o momento, não há indícios de motivação política ou terrorismo. A casa onde a ex-parlamentar foi encontrada segue sendo submetida a exames periciais.

Widdecombe foi encontrada com ferimentos graves, após policiais serem acionados por vizinhos. A residência está localizada na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra, considerada de alto-padrão, sendo uma áreas mais prósperas e com a maior economia do país fora da região de Londres.

Quem foi Ann Widdecombe?

Ann Widdecombe foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010. Ela chegou a ocupar diversos cargos ministeriais de menor escalão no governo do ex-premiê John Major.

Depois de sair do Parlamento, participou de programas de TV. Anos depois, filiou-se ao Partido do Brexit, de Nigel Farage. Entre 2019 e 2020, foi deputada do Parlamento Europeu e, mais recentemente, atuou como porta-voz de imigração do partido Reform UK.,

Ao longo da carreira política, Ann Widdecombe ficou conhecida pelas posições conservadoras — como ser contrária ao aborto e defender a política de manter presidiárias grávidas algemadas durante o parto.

Após o anúncio da morte, antigos colegas dos partidos Conservador e Reform UK prestaram homenagens à ex-ministra. Boris Jonson, ex-premiê, descreveu, nas redes sociais, Widdecombe como "uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador que era muito difícil discursar depois dela".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.